
Os três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC, na sigla em inglês), agência federal que fornece financiamento e orientações de segurança a autoridades eleitorais dos estados americanos, deixaram seus cargos nesta quinta-feira (9).
De acordo com informações da imprensa dos Estados Unidos, Thomas Hicks, presidente da comissão, e o comissário Benjamin Hovland, ambos do Partido Democrata, foram destituídos pela Casa Branca e a comissária republicana Christy McCormick renunciou.
Com isso, a EAC ficou sem nenhum membro, já que o outro comissário da agência, o republicano Donald Palmer, havia renunciado em abril.
Em comunicado, a Casa Branca confirmou as demissões dos comissários democratas e afirmou que o presidente Donald Trump possui autoridade legal para destituir autoridades que não estejam “alinhadas” à missão do governo de “garantir a segurança eleitoral e a contagem de votos legítimos”.
A EAC foi criada pelo Congresso americano em 2002 e suas funções incluem certificar equipamentos de votação e administrar recursos federais que são repassados aos estados para realização de eleições.
A saída de todos os membros da comissão ocorre a menos de quatro meses das midterms, as eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, e depois de a Suprema Corte ter dado em junho amplos poderes ao presidente para demitir diretores de agências independentes.
No ano passado, Trump determinou em ordem executiva que a EAC incluísse a exigência de comprovação de cidadania americana nos formulários federais de registro de eleitores e que a comissão pressionasse os estados para que só admitissem o recebimento de votos por correio que chegassem até o dia da eleição. A Justiça americana suspendeu essa ordem executiva no final de junho.
Autor: Gazeta do Povo








.gif)












