O duelo das quartas de final entre Noruega e Inglaterra, vencido pelos ingleses neste sábado (11), marcou o encontro de Harry Kane e Erling Haaland —dois dos principais goleadores da Copa do Mundo de 2026.
O norueguês chegou para o jogo com sete tentos no torneio, seguido de perto pelo artilheiro dos britânicos, com seis. O placar ficou em 2 a 1 para a Inglaterra, e os gols saíram dos pés de Jude Bellingham (2) e Andreas Schjelderup.
Apesar da expectativa, os dois camisas 9 sofreram com a marcação pesada dos zagueiros de ambos os lados e tiveram duas atuações apagadas, se comparadas ao que se viu deles até a partida das quartas de final.
Foram 21 toques na bola de Haaland em toda a partida, ante os 37 de Kane. O mapa de calor ainda mostra que os ingleses conseguiram deslocar o camisa 9 norueguês da posição preferida dele: o meio da grande área.
Com o setor interditado pela defesa inglesa, Haaland ficou deslocado, atuando mais pela direita do campo, entre a faixa intermediária e a entrada da área. Foram apenas duas possibilidades de finalizar.
Durante toda a partida, Kane se movimentou mais buscando o jogo e oferendo apoio aos companheiros de meio-campo e defesa do que Haaland, de acordo com o mapa de calor.
Na comparação entre os dois camisas 9, o inglês somou 49 metros de condução no jogo —muito acima dos 5 metros de Haaland com a bola nos pés. Até o fim do tempo regulamentar, no entanto, Kane somava pouco mais de 15 metros percorridos com a bola nos pés.
Até a pausa para a hidratação, Kane trocou três passes certos no ataque, em cinco tentativas. O momento foi melhor para os britânicos, que tiveram o controle da partida e chegaram a 73% de posse de bola.
O astro nglês teve a chance de abrir o placar aos 28 minutos, em cobrança de falta na entrada da área e de frente para a meta norueguesa. O chute saiu forte e subiu muito.
Haaland pouco fez até ali, circulando pela faixa central do campo à espera de um contra-ataque. O lance veio, mas demorou. O primeiro ataque consistente dos noruegueses viria só depois dos 30 minutos iniciais da partida.
A participação incisiva de Haaland aconteceu aos 34min, em uma cabeçada que ficou nas mãos do goleiro britânico, Jordan Pickford.
Em dia não muito inspirado, o artilheiro da Inglaterra perdeu a bola no círculo central e ofereceu aos noruegueses o contra-ataque do primeiro gol nórdico, aos 36min. Os ingleses reclamaram de falta, mas o árbitro francês Clement Turpin validou a vantagem, que durou pouco.
Aos 45min, Jude Bellingham igualou, e Kane quase chegou à virada inglesa nos acréscimos. O atacante, no entanto, estava impedido, e o gol foi anulado pela arbitragem.
O centroavante britânico foi para o vestiário com duas finalizações a gol contra uma do norueguês.
A movimentação de Kane, dando apoio aos meia-atacantes como um pivô, rendeu outra chance para os ingleses na bola parada. Eberechi Eze foi para a cobrança e errou o alvo.
O centroavante ainda participou de mais jogadas no meio de campo, só que sem o futebol que mostrou durante a fase de grupos e nas duas últimas partidas eliminatórias.
Do outro lado, a segunda finalização de Haaland na partida veio aos 8min do segundo tempo, em um cabeceio para fora.
Dois minutos depois, os noruegueses conseguiram a vantagem outra vez, mas o árbitro de vídeo flagrou o empurrão de Halaand no zagueiro inglês. Foi recomendada a revisão do gol de Torbjorn Heggem, anulado na sequência pelo francês Turpin.
O jogo foi para a prorrogação, sem grandes exibições dos dois camisas 9. Se Kane não estava bem, a responsabilidade ficou com Bellingham.
O segundo gol dos ingleses saiu no primeiro tempo da prorrogação, dos pés do camisa 10 inglês. Em chute de fora da área, o goleiro norueguês falhou e soltou a bola no meio da grande área. Bellingham não perdoou e fez o gol que deu aos britânicos a vantagem —e a classificação para a semifinal.
Haaland deixou o campo no intervalo da prorrogação, sem conseguir igualar os feitos de Lionel Messi e Kylian Mbappé, até então artilheiros da Copa do Mundo, com 8 gols cada um.
Autor: Folha








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