quarta-feira, julho 15, 2026
11.6 C
Pinhais

Empresa de ex-OpenAI usa IA chinesa para fazer produtos – 15/07/2026 – Tec

A Thinking Machines Lab, empresa da ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, apresentou seu primeiro modelo de IA de uso geral, que se baseou em tecnologia chinesa barata para desenvolver seus produtos.

O laboratório disse nesta quarta-feira (15) que a arquitetura de seu modelo de base Inkling se inspirou no DeepSeek-V3 da China e foi refinado em pós-treinamento usando dados gerados pelo Kimi K2.5, da chinesa Moonshot AI.

O lançamento ocorre em meio ao avanço de laboratórios de IA da China sobre os rivais americanos. Os modelos chineses ultrapassaram os equivalentes americanos em uso geral este ano, segundo dados da plataforma OpenRouter.

Os principais laboratórios americanos têm reclamado repetidamente que rivais chineses copiam seus modelos, inclusive por meio da prática chamada destilação —na qual as saídas de um modelo maior treinam um modelo menor.

O Inkling da Thinking Machines fica abaixo dos principais produtos da Anthropic e da OpenAI, bem como de vários modelos chineses, segundo dados de benchmark compartilhados pela empresa.

Mas, ao contrário de ChatGPT e Claude, o Inkling será de pesos abertos, o que significa que os usuários poderão hospedar o modelo em seus próprios servidores e ajustá-lo para usos específicos.

“Hoje estamos avançando em nossa missão ao lançar um modelo que treinamos do zero com os pesos completos disponíveis, para que as pessoas possam torná-lo seu”, disse a empresa.

O modelo de estreia chega um ano depois de a Thinking Machines ter fechado uma rodada de investimento inicial de US$ 2 bilhões com avaliação pós-aporte de US$ 12 bilhões. A empresa recebeu apoio da Andreessen Horowitz junto com as fabricantes de chips Nvidia e AMD, além do fundo de hedge Jane Street.

A startup tem atraído atenção parcialmente graças à posição de Murati na indústria de IA. Ela trabalhou no desenvolvimento de vários produtos da OpenAI, incluindo o ChatGPT, o gerador de imagens Dall-E e seu modo de voz.

Murati também teve um papel de destaque na breve destituição do CEO da OpenAI, Sam Altman, durante um golpe do conselho em novembro de 2023. Ela saiu da OpenAI em setembro de 2024 e fundou a Thinking Machines em fevereiro de 2025.

A Thinking Machines sofreu um revés no início deste ano, quando vários funcionários seniores saíram para a Meta e a OpenAI, questionando a liderança de Murati.

A startup seguiu em frente com vários produtos, incluindo sua plataforma Tinker, que permite a clientes corporativos ajustar e personalizar grandes modelos de linguagem para aplicações específicas para seus negócios.

A Thinking Machines disse em um post online na última sexta-feira (10) que a maioria das ferramentas de IA era “treinada em um punhado de lugares e depois congelada”, em vez de ser moldada pelos usuários. “Estender a vontade e o julgamento humanos exige IAs tão diversas e distribuídas quanto as próprias pessoas”, disse a empresa.

Rivais como a OpenAI oferecem modelos de pesos abertos igualmente personalizáveis, enquanto plataformas como Amazon e Microsoft possuem serviços que permitem aos usuários ajustar modelos usando seus próprios conjuntos de dados.

O laboratório de IA de Murati também tem buscado se diferenciar desenvolvendo serviços que funcionam em conjunto com as pessoas em suas vidas diárias.

Em maio, a startup apresentou uma prévia de seu primeiro “modelo de interação”, que pode executar ações com base em entradas de áudio e vídeo dos usuários, em vez de interpretar exclusivamente texto.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas