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a estratégia de Flávio Bolsonaro

A equipe responsável pelo plano econômico de Flávio Bolsonaro (PL) estuda apresentar, ainda antes da posse, uma proposta para reduzir até R$ 200 bilhões em gastos primários do Orçamento, caso o candidato confirme a vitória no segundo turno das eleições, no próximo dia 25.

A medida de ajuste fiscal, por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), é tratada como uma espécie de “PEC da Transição às avessas”, porque atacaria o desequilíbrio fiscal, em caminho oposto ao adotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

No fim daquele ano, após ser eleito presidente e antes de assumir o cargo, o petista conseguiu aprovar uma proposta de emenda à Constituição (a PEC da Transição) que autorizou despesas adicionais de quase R$ 170 bilhões acima da regra do teto de gastos, ainda vigente à época.

A PEC de Flávio, por sua vez, teria o objetivo de melhorar o resultado primário com a eliminação de R$ 200 bilhões de despesas, o equivalente a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A proposta seria composta de até dez medidas, de modo a permitir que a composição dos cortes seja negociada no Congresso, mas ainda preserve a dimensão do ajuste.