O deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (5), na quarta fase da operação Unha e Carne, acusado de participar de um esquema de fraudes na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
O mandado foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além dele, outros seis de prisão e 23 de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
De acordo com a PF, as licitações da secretaria teriam sido direcionadas para favorecer empresas ligadas à suposta organização criminosa. Com isso, os alvos responderão por fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro, “sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação”.
Em nota, o órgão também afirmou que a operação ocorre nos parâmetros fixados pelo ministro Alexandre de Moraes na chamada ADPF das favelas, “com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos”.
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Filha de Rangel foi subsecretária no governo de Cláudio Castro
Rangel integrou a base do governo de Cláudio Castro (PL). Em outubro de 2025, sua filha, Thamires Rangel (Democrata, antigo PMB), foi nomeada subsecretária estadual adjunta de Ambiente e Sustentabilidade, na pasta então comandada pelo ex-deputado estadual e ex-prefeito de Petrópolis Bernardo Rossi (Solidariedade).
Na sexta-feira (1º), Thamires anunciou que estava deixando o cargo, agradecendo a Castro e Rossi, “por todo diálogo, parceria e ações realizadas”. Com isso, ela voltou a seu cargo de vereadora de Campos dos Goytacazes.
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Operação abriu espaço para vácuo de poder que colocou presidente do TJRJ no Executivo
A Unha e Carne foi a responsável por retirar a última plataforma que mantinha a estabilidade do governo fluminense, prendendo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União).
Como o vice-governador, Thiago Pampolha, já havia renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o governador ficou sem linha sucessória. Em meio a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com pretensões ao Senado, Castro renunciou, deixando um vácuo de poder que foi preenchido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto.
A linha sucessória já tem um membro, o novo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL). O Supremo, porém, determinou que Couto continue no cargo até decidir sobre como será definido o mandato-tampão, se por eleição direta suplementar ou eleição indireta.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a Alerj, com Thamires e tenta contato com a defesa do parlamentar. O espaço segue aberto para manifestação.
Autor: Gazeta do Povo








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