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Boca Aberta é condenado a 16 anos por desacato contra vereador

A 3ª Vara Criminal de Londrina condenou o ex-deputado federal Emerson Miguel Pietriv, o Boca Aberta, e sua esposa, Marly de Fátima Ribeiro, por crimes de desacato contra um vereador local. O caso envolve ofensas proferidas entre maio e junho de 2025, além de ataques em redes sociais e o uso de um trio elétrico em frente à casa da vítima. Boca Aberta cumprirá pena em regime inicial semiaberto.

Como serão cumpridas as penas determinadas pelo juiz?

Boca Aberta recebeu uma pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de detenção. Por ser reincidente e ter uma condenação alta, ele deve começar o cumprimento no regime semiaberto, onde o preso trabalha durante o dia e volta para a unidade prisional à noite. Já sua esposa, Marly, recebeu uma pena bem menor, de seis meses. Como ela não tinha antecedentes criminais e a punição foi inferior a um ano, o juiz substituiu a prisão por uma ‘pena restritiva de direitos’. Na prática, isso significa que ela terá limitações de circulação aos finais de semana, mas não ficará atrás das grades em regime fechado.

Quais restrições adicionais foram impostas ao ex-parlamentar?

Além do tempo de prisão, o juiz Juliano Nanuncio determinou medidas cautelares rigorosas para proteger as vítimas. Boca Aberta está proibido de se aproximar a menos de 500 metros dos ofendidos e também da sede da Câmara Municipal de Londrina. Ele não pode manter nenhum tipo de contato com as pessoas que atacou e recebeu a ordem expressa de remover todas as postagens ofensivas de suas redes sociais. Caso descumpra essas regras, o ex-deputado pode enfrentar multas diárias pesadas ou até ter sua prisão preventiva decretada antes mesmo de se esgotarem todos os recursos do processo.

O que diz a defesa dos condenados sobre a decisão judicial?

A defesa alega que a condenação é exagerada e desproporcional, comparando-a a penas aplicadas em crimes graves como o tráfico de drogas. O advogado afirma que houve um erro técnico no cálculo da pena ao somar os crimes individualmente em vez de tratá-los como uma continuidade. Boca Aberta se diz vítima de perseguição política e prometeu recorrer às instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal. A defesa também pontuou que o vereador Santão já foi condenado a indenizar o casal em outras ações por danos morais e agressões físicas ocorridas durante episódios de conflito anteriores.