
O governo de Israel disse nesta quarta-feira (2) que está preparado para responder com “grande força” caso o Irã volte a atacar o país. O alerta foi feito pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que afirmou que caças da Força Aérea estão prontos para decolar se houver necessidade de uma reação militar urgente.
Segundo o jornal Times of Israel, Katz afirmou que o Irã tem realizado ataques em diferentes pontos do Oriente Médio, mas até agora não voltou a atingir diretamente Israel nesta nova rodada de hostilidades. O ministro, porém, disse que o governo considera possível uma ofensiva iraniana e mantém suas defesas preparadas.
“Existe a possibilidade de que nos ataquem. Estamos preparados para isso defensivamente”, disse.
O alerta ocorre pouco mais de uma semana antes do Rosh Hashanah, o Ano-Novo judaico. Katz afirmou que Israel também está preparado para reagir militarmente caso Teerã tente aproveitar o período do feriado para lançar uma nova ofensiva.
A declaração foi feita horas depois de novos ataques atribuídos ao Irã contra alvos ligados aos Estados Unidos e a países aliados no Oriente Médio. Segundo autoridades americanas citadas pela Fox News, a maior parte dessas ofensivas foi interceptada.
A tensão também aumentou no Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita acusou o Irã de atacar o petroleiro Sidr, ação que matou dois marinheiros filipinos. Teerã não assumiu a responsabilidade pelo ataque. O Kuwait condenou o episódio e pediu o fim imediato das ações que possam ampliar a escalada militar na região.
Os Estados Unidos também mantêm elevado nível de prontidão militar no Oriente Médio. O Comando Central americano (Centcom) divulgou nesta quarta-feira imagens de caças F-16 patrulhando a região e afirmou que suas forças permanecem “vigilantes e prontas”. Mais de 50 mil militares americanos estão atualmente mobilizados no Oriente Médio, segundo o comando.
Na terça-feira (1º), o CENTCOM anunciou ter concluído uma nova rodada de ataques contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã. As operações ocorrem em meio à continuidade das hostilidades entre Teerã, Washington e seus aliados na região.
Autor: Gazeta do Povo








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