O presidente Lula encontra-se com Donald Trump nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, para debater acordos sobre terras raras. O Brasil, dono da segunda maior reserva mundial desses minerais essenciais para tecnologia e defesa, tenta destravar R$ 13 bilhões em investimentos privados.
O que são terras raras e por que elas são tão importantes?
Terras raras são um grupo de 17 minerais usados para fabricar produtos de alta tecnologia, como chips de celular, baterias de carros elétricos e até sistemas de mísseis. Sem eles, a indústria moderna para. Atualmente, a China domina quase todo o refino mundial desses minerais, o que gera uma dependência preocupante para outros países, especialmente os Estados Unidos.
Qual é o papel do Brasil nesse cenário geopolítico?
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta. Além da quantidade, o diferencial brasileiro é que o minério está em um tipo de argila mais fácil e barato de processar do que as rochas encontradas em outros países. Isso torna o Brasil o parceiro ideal para o plano dos EUA de buscar fornecedores confiáveis fora da área de influência chinesa.
Quais investimentos já estão acontecendo no país?
O mercado está aquecido: uma empresa americana comprou a mineradora Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões para abastecer agências de defesa dos EUA. Ao mesmo tempo, a Rússia criou uma empresa para explorar minérios no Paraná e na Bahia, e a China investe na Amazônia para extrair terras raras de resíduos de estanho. Mais de R$ 10 bilhões em novos projetos estão previstos.
Por que o governo brasileiro corre contra o tempo?
O Brasil tem uma janela de oportunidade de no máximo dois anos para fechar contratos de longo prazo e garantir que o investimento fique aqui. O maior medo é que o país se torne apenas um exportador de minério bruto e barato para comprar tecnologia cara depois. Para evitar isso, especialistas defendem que o Brasil exija a construção de fábricas de refino e separação química em solo nacional.
Como o marco legal pode ajudar o setor?
O Congresso avalia um projeto de lei para dar segurança jurídica aos investidores. O debate divide opiniões: uma parte do governo sugeriu criar uma estatal (Terrabras) para controlar a produção, mas recuou para não espantar o capital privado. O texto atual foca em dar incentivos fiscais para quem processar o minério no Brasil e em criar um conselho para vigiar se as vendas de mineradoras ameaçam a nossa soberania.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo



















