
No primeiro trimestre de 2026, Curitiba registrou quase 40 mil ocorrências criminais, com a região central liderando as estatísticas. Dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que o Centro concentra o maior volume de registros, especialmente furtos e golpes, impulsionados pelo intenso fluxo comercial.
Quais são os bairros com maior número de ocorrências na capital paranaense?
O Centro lidera o ranking com cerca de 4,1 mil registros, o que representa um volume 60% maior que o da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), segunda colocada com 2,6 mil casos. Em seguida aparecem Sítio Cercado, Cajuru e Boqueirão. Juntos, os crimes em Curitiba somaram 39,9 mil notificações nos três primeiros meses do ano, equivalendo a mais de 21% de todos os registros criminais do estado do Paraná.
Por que a região central aparece no topo das estatísticas de criminalidade?
A liderança do Centro é motivada principalmente por crimes contra o patrimônio, como furtos simples e qualificados, além de estelionatos. A alta concentração de comércios, agências bancárias, órgãos públicos e a grande circulação diária de pedestres facilitam essas ocorrências. Especialistas explicam que o fluxo comercial massivo atrai delitos de oportunidade, impactando a percepção de segurança de quem trabalha ou transita pela região.
Como os golpes digitais estão afetando os índices de segurança?
Pela primeira vez, o número de estelionatos (12,5 mil casos) superou o de furtos (12 mil) na capital. Esse fenômeno reflete uma migração do crime para o ambiente virtual, onde golpistas atuam de qualquer lugar do mundo. O estelionato é definido juridicamente como obter vantagem ilícita enganando outra pessoa. O estado tem combatido esse avanço por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (Nuciber).
Onde ocorrem os registros de mortes violentas na cidade?
As mortes violentas têm um perfil diferente dos furtos e se concentram nas áreas periféricas. Enquanto o Centro registrou apenas quatro homicídios no período, bairros populosos como CIC (11 casos), Sítio Cercado (8) e Cajuru (6) lideram essa estatística triste. Especialistas apontam que o crescimento urbano desloca a violência grave para áreas distantes do centro, muitas vezes ligada a disputas territoriais de grupos criminosos.
Quais são as tendências atuais da segurança pública no estado?
Apesar do alto volume de registros em Curitiba, o Paraná apresenta uma tendência de queda nos crimes mais graves. No primeiro quadrimestre de 2026, os homicídios caíram 8% e os roubos diminuíram 22% em relação ao ano anterior. Para conter os furtos no centro da capital, a polícia afirma que utiliza patrulhamento motorizado, drones e câmeras integradas, reforçando a importância de que a população registre o boletim de ocorrência.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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