
Dois helicópteros colidiram no ar e caíram na manhã deste domingo (14) na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, região sudeste do Rio de Janeiro, deixando ao menos seis pessoas mortas. O incidente também foi registrado por moradores do local, em vídeos e imagens que mostram o incêndio em meio a carros elétricos que também explodiram, causando uma coluna de fumaça preta que podia ser vista a quilômetros de distância.
A queda ocorreu em um pátio da montadora BYD. Foram mobilizados cerca de 40 militares e 15 viaturas para lidar com os danos. Os estilhaços se espalharam por um raio de pelo menos 100 metros.
De acordo com o porta-voz da corporação, major Fábio Contreras, apesar de um dos helicópteros não ter pegado fogo, nenhum dos ocupantes das duas aeronaves sobreviveu.
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A Polícia Civil informou, por meio de nota, que será iniciada a perícia para apurar as causas. A Força Aérea também destacou uma equipe para já iniciar a investigação oficial. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) também atuam para lidar com as consequências.
A recorrência de acidentes aéreos ocorre em meio ao alerta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para os cortes de orçamento que tem prejudicado sua atuação. Com isso, a agência confirmou a redução de 40% nas ações de fiscalização que buscam combater incidentes, mas voltou atrás após uma recomposição de R$ 25 milhões vinda dos ministérios de Portos e Aeroportos (MPor) e do Planejamento e Orçamento (MPO).
O painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, alimentado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), registra 15 acidentes ou incidentes aéreos desde o início do ano, sendo 8 envolvendo helicópteros.
As estatísticas mostram que 47,3% das ocorrências são causadas por falha técnica humana, enquanto 33,1% estão relacionados a aspectos psicológicos do piloto.
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Assista a um dos registros após a queda
Autor: Gazeta do Povo








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