Quase 40% dos gestores disseram preferir pedir demissão a liderar novas mudanças no ambiente de trabalho, segundo estudo com 700 CEOs feito pela empresa Orgvue em 2024. Após uma sequência de transformações desde a pandemia e, mais recentemente, com a adoção da inteligência artificial generativa, empresas enfrentam um cenário de “fadiga da mudança”.
É nesse contexto que a consultoria United Minds, do grupo de comunicação Weber Shandwick, lança nesta quarta-feira (15) o NAV, uma plataforma baseada em IA que busca ajudar empresas a conduzir processos de transformação interna.
A proposta é usar a tecnologia para melhorar a comunicação com funcionários e lideranças durante mudanças estratégicas. Segundo a empresa, dificuldades nesse processo podem comprometer a adoção de novas ferramentas e modelos de trabalho.
De acordo com levantamento da consultoria Teneo com 350 CEOs, companhias que implementam IA generativa em seus processos chegam a ter entre 50% e 60% mais lucro do que aquelas que falham na adoção —o que pressiona organizações a acelerar transformações, mesmo diante da resistência interna.
Para o vice-presidente da United Minds para a América Latina, Rodolfo Araújo, o desafio está menos na tecnologia e mais na gestão de pessoas.
“Não basta uma ordem sem justificativa sair do conselho. Sem cativar as pessoas, nada funciona”, disse.
O NAV funciona como uma ferramenta de diagnóstico. Em poucos minutos, a plataforma coleta informações sobre o perfil da empresa, o porte e o nível de abertura à inovação, e sugere prioridades para conduzir mudanças organizacionais.
A metodologia da ferramenta é baseada na experiência da Weber Shandwick em comunicação organizacional. Em uma conversa, ele pergunta o cargo do seu interlocutor, o tamanho da empresa, a área de atuação e faz um diagnóstico entre um perfil conservador ou mais inclinado à inovação. Os preços são variáveis e divulgados apenas mediante consulta à United Minds.
De acordo com Araújo, a digitalização e a inclusão da IA no trabalho criaram um cenário de mudanças perenes. “O NAV é uma maneira de fazer um primeiro atendimento para as empresas interessadas e de continuar presente nas empresas com quem trabalhamos”, disse.
Para Araújo, a solução passa por três premissas: “a clareza supera a ambição, a cultura direciona a abordagem e o reconhecimento de que os problemas são essencialmente humanos”.
Apesar dos desafios na gestão interna, os investimentos em tecnologia seguem em alta. Segundo a Teneo, 68% dos CEOs planejam aumentar os aportes em inteligência artificial neste ano.
Autor: Folha








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