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Crise no Corinthians tem atrasos e bronca de Memphis – 07/09/2026 – Esporte

Quatro derrotas consecutivas pelo Campeonato Brasileiro (sendo três na Neo Química Arena), uma eliminação na Copa do Brasil, bronca pública do astro Memphis Depay e salários atrasados. A soma dos fatores colocou o Corinthians novamente em crise.

A situação só não está pior porque o clube comandado por Fernando Diniz está vivo na Libertadores. Nesta quarta-feira (9), às 21h30 (de Brasília), enfrenta o Estudiantes, em La Plata (Argentina), no duelo de ida das quartas de final —Globo, Ge TV e Paramount+ transmitem.

E é justamente no torneio continental que a equipe tem a única chance de conquistar um título na temporada e também de chegar na Libertadores de 2027 —o campeão fica com uma vaga. Pelo Campeonato Brasileiro, que dá ao menos cinco vagas para a competição continental, as chances estão bem reduzidas.

Ao perder para a lanterna Chapecoense por 2 a 1, no domingo (6), de virada, o alvinegro paulista paralisou nos 32 pontos e está mais perto da zona de rebaixamento (7 pontos) do que do quinto lugar (10 pontos). Restam 12 partidas para o final do campeonato.

“Estou aqui há dois anos, mas parece que deixamos de ter disciplina coletiva, personalidade. A questão não é qualidade”, afirmou Memphis depois da derrota para a Chapecoense. “Começamos bem, perdemos o controle, começamos a errar, perdemos bolas. É uma decepção. Temos que aprender a jogar como um time grande, com mais responsabilidade, com ambição por 90 minutos. E temos que jogar simples”, completou o holandês.

Fernando Diniz também criticou o comportamento da equipe. Lamentou a falta de pontaria e as falhas defensivas. Em um tom mais brando, o treinador reclamou de ter tomado “gols de tiro de meta”.

“São coisas fáceis de corrigir”, disse Diniz. “Estamos em um momento que não podemos vacilar, principalmente na parte defensiva. Na Libertadores temos que levar com seriedade. Acho que este é o principal problema. Espero que este resultado afete positivamente, porque temos que ganhar jogos na Libertadores e no Brasileiro”, completou o técnico.

SALÁRIO ATRASADO

Nem Memphis e nem Diniz negaram que o Corinthians está devendo salário e direitos de imagem ao elenco. Ambos, porém, garantiram que o problema não afeta os treinos e nem o as ações nos jogos.

“A perspectiva era de pagar salário na semana passada, mas houve um desencaixe, mas estão se empenhando ao máximo para pagar o salário o quanto antes”, disse Diniz.

“Uma vez que estamos em campo jogamos por nossas famílias e pelos torcedores. Em 90 minutos no estádio, você não pensa no salário. Essa situação ajuda? Claro que não. Nunca experimentei isso na minha carreira, mas o time não fala muito sobre isso porque nós temos a Libertadores na próxima semana. O clube tem problemas suficientes”, afirmou o camisa 10 corintiano, que disse que ainda não está 100% e que sente a falta de Yuri Alberto, atacante que se recupera de uma lesão.

“Precisamos melhorar rapidamente. Já estou aqui com o terceiro técnico diferente, mas não pode ser que o técnico não entenda o jogo ou os jogadores… A pressão está aqui, e se você não pode lidar com a pressão, não pode vestir a camisa do Corinthians”, acrescentou o holandês.

Memphis também acabou movimentando o bastidor corintiano depois da Copa do Mundo, quando defendeu a Holanda. Sua renovação de contrato virou novela. O Corinthians chegou a anunciar que não iria ficar com o jogador, o holandês ameçou processar o clube e, no final, acertou sua permanência por mais dois anos, mas só na metade de agosto. Ou seja, o atacante ficou fora do duelo das oitavas de final da Copa do Brasil, quando o Corinthians foi eliminado, em casa, pelo Internacional, que hoje luta para não ser rebaixado no Brasileiro.

Autor: Folha

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