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Curaçao se despede com orgulho de sua 1ª Copa do Mundo – 27/06/2026 – Esporte

Apenas um gol. Apenas um ponto. Ainda assim, Curaçao transborda orgulho após sua primeira participação em Copas do Mundo.

“Estou muito feliz com o que esses rapazes fizeram. Eles trabalharam muito duro”, disse o holandês Dick Advocaat, técnico da equipe, após o encerramento da campanha no Mundial para a Onda Azul, como o time é popularmente conhecido.

“É preciso dar todo o crédito a eles. Lutaram por Curaçao, deram tudo de si e sentiram orgulho”, acrescentou o veterano treinador de 78 anos.

A Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, foi uma verdadeira aventura para a seleção desta pequena nação caribenha de 160 mil habitantes.

O primeiro gol de Curaçao em Mundiais foi marcado pelo defensor Livano Comenencia, embora a partida de estreia tenha terminado em uma derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

A equipe de Advocaat seguiu sua trajetória com um empate em 0 a 0 contra o Equador, jogo marcado por uma atuação memorável do goleiro Eloy Room, que realizou um total de 15 defesas.

E o último duelo de Curaçao terminou com uma derrota por 2 a 0 para a Costa do Marfim.

“História” e “amor puro”

Comenencia disse que ele e seus companheiros se sentem como “fazedores de história”.

“Um ponto em uma Copa do Mundo é fazer história”, disse à imprensa o defensor do FC Zurich, da Suíça.

E os torcedores desfrutaram de cada momento.

A simples presença na Copa do Mundo foi “uma vitória” para Curaçao, diz Sue Vandaalen, uma torcedora de 38 anos.

“Estamos todos loucos, loucos, loucos, curtindo o momento, porque esta é uma das oportunidades mais lindas de colocar a ilha no mapa”, disse ela à AFP.

A equipe vivenciou muito mais do que apenas futebol ao longo do torneio, em meio a um clima festivo que incluiu visitas aos times Miami Marlins, da MLB, e Miami Dolphins, da NFL.

E houve tempo para prestar homenagem àqueles que já não estão mais entre eles.

Após sua atuação brilhante no gol durante o empate entre Curaçao e Equador, Room homenageou a memória de Jarzinho Pieter, um ex-companheiro de equipe que faleceu devido a uma insuficiência cardíaca enquanto a seleção estava concentrada, em setembro de 2019.

“Isso é para você! Puro amor!”, dizia uma camiseta exibida por Room, que trazia uma foto de Pieter dentro de um coração com as cores da bandeira de Curaçao.

O futuro

“Precisamos melhorar”, afirma Advocaat.

Esta foi sua terceira Copa do Mundo, tendo comandado anteriormente a Holanda nos Estados Unidos em 1994 e a Coreia do Sul na Alemanha em 2006.

E ele quer que seus jogadores possam voltar a viver a experiência de participar de uma Copa do Mundo.

De qualquer forma, resta saber se ele permanecerá no cargo.

“Ele teve uma longa carreira, uma carreira maravilhosa, e precisamos dar-lhe espaço e deixá-lo decidir, mas é claro que queremos continuar trabalhando com ele. Ele é um grande treinador”, disse Room à imprensa.

Autor: Folha

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