quinta-feira, outubro 29, 2026
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Eleição opõe caminhos de segurança para o Brasil

Enquanto chegam tecnicamente empatados (saiba mais ao fim desta reportagem) à votação deste domingo (25), o presidente em busca de reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproximou seu discurso de uma das principais propostas do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a área da segurança pública, em busca de tentar uma vantagem decisiva nesta reta final tão estreita. 

Trata-se da diminuição da maioridade penal a partir dos 16 anos. Historicamente contra qualquer tipo de redução da maioridade penal no Brasil ao longo dos últimos 20 anos — e, assim, contra a opinião da maioria dos brasileiros sobre o tema, conforme indicam sucessivas e diferentes pesquisas de opinião pública — Lula deu um cavalo-de-pau neste segundo turno e passou a declarar-se a favor do tema. 

Em 15 de outubro, durante sabatina na TV Globo, Lula passou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. Quatro dias depois, Lula reconheceu que mudou de opinião, durante entrevista ao SBT. 

A virada do petista no tema não acontece por acaso, após perder o primeiro turno para Flávio: a violência é o principal problema do Brasil para 20% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada no último dia 15, faltando dez dias para a votação de segundo turno. A saúde aparecia então na segunda posição da pesquisa, com 18% das respostas, seguida pela economia, mencionada por 15% dos entrevistados.