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Inflação avança e alimentos saem das fábricas 2,40% mais caros

O preço dos alimentos ao sair das fábricas subiu 2,40% entre agosto e setembro de 2026. O dado consta do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (27). No quadro geral, considerando todos os 24 setores consolidados, a alta foi de 1,54%.

Para o gerente da pesquisa, Murilo Alvim, questões climáticas influenciaram diretamente no resultado, puxando com mais força alguns setores que contribuíram mais para o percentual total da categoria

“Excesso de chuva em algumas regiões produtoras e preocupações em relação ao alcance do El Niño ajudam a explicar as variações observadas nesses produtos. Nesse contexto, os preços do grupo de fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais subiram 6,22% no mês, enquanto o de fabricação e refino de açúcar aumentou 6,55%, ambos ajudando a explicar a alta setorial”, destacou.

O setor de alimentos é o que tem maior peso para a formação do percentual final, mas não o que sofreu maior alta neste mês. As indústrias extrativas viram os preços subirem 11,04%. O IBGE atribui o resultado à alta no petróleo provocada pela tensão no Oriente Médio.