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Entenda como funciona o ‘carb-up’ no fisiculturismo – 16/10/2026 – Músculo

Praticamente indispensável na finalização —período que compreende a última semana antes da competição e que envolve manobras mais agudas— dos fisiculturistas, o “carb-up” é um termo que se refere ao momento pré-competição em que o atleta enche os músculos com glicogênio por meio da ingestão de, principalmente, carboidratos. Em diversas oportunidades, essa estratégia pode mudar drasticamente um físico em dias.

Em entrevista à coluna realizada nesta sexta-feira (16), dia em que os competidores do Mr. Olympia Brasil 2026 se registraram e passaram pela pesagem, o fisiculturista amador Kelvim Suguihara, que competirá no sábado (17) em busca de seu cartão profissional da IFBB Pro League, abriu detalhes da fase final de sua preparação.

“Como eu já tinha batido o peso [antes do dia da pesagem], começamos a encher o físico um pouco antes. Mas, se não tivesse batido, a gente esperaria até a hora da pesagem para só depois começar o ‘carb-up’. […] Nesse momento, a gente não usa muitas fontes de fibra, como por exemplo legumes. Como a proteína também tem uma digestão um pouco mais difícil, a gente diminui as quantidades —geralmente eu como 100 gramas [de um alimento rico em proteínas] por refeição”, relatou.

Kerubin, apelido pelo qual o atleta é conhecido, apontou que a escolha dos alimentos que serão utilizados nessa fase, bem como durante toda a preparação, varia de acordo com o atleta. Geralmente, sua dieta é composta maioritariamente por arroz —que age como a principal fonte de carboidratos— e salmão —que lhe fornece principalmente proteínas e gorduras.

A cada refeição realizada entre a pesagem e a competição, Kerubin executa poses na frente de seu preparador para que o profissional defina as quantidades exatas de sua próxima refeição. Portanto, o fisiculturista da categoria Classic Physique não sabe exatamente as quantidades que serão ingeridas até o show —o “coach” [o responsável pela estratégia de dieta que o fisiculturista utilizará na preparação] determina isso com base na resposta do físico do atleta. Geralmente, seu “carb-up” consiste em cinco ou seis refeições com 400 gramas de arroz cada, o que totaliza uma ingestão diária de mais de 2 quilos do grão.

“A gente busca trabalhar com água, sal e carboidratos, já que é a forma mais fácil de completar os estoques de glicogênio —que faz o músculo apresentar aquele aspecto cheio e arredondado”, concluiu.

Entenda o que gera a necessidade do ‘carb-up’

A preparação geralmente consiste em perder o máximo de gordura para que o físico fique o mais definido possível. Entretanto, a perda desse tecido é praticamente irrisória no curto prazo. Ou seja, um fisiculturista não perde praticamente nada de gordura na última semana da preparação –logo, é nessa fase em que ele vai tentar tirar todo o líquido localizado entre o músculo e a pele, bem como fazer com que esse músculo fique hidratado.

Muitos atletas sobem ao palco com o aspecto chamado de “flat” (“plano” em tradução para o português, o termo é referente a um fisiculturista que não comeu o suficiente antes se apresentar). Outros, por sua vez, transbordam (termo usado para dizer que o atleta comeu demais antes de competir, ou seja, a água daquele alimento não foi apenas para o músculo, mas também para a camada entre esse músculo e a pele). O ideal é conseguir um equilíbrio entre as duas situações.

No caso do fisiculturista que está “flat”, era preciso de mais comida para que seus músculos se enchessem com mais glicogênio. Já no caso de quem transborda, o ideal teria sido fazer um “carb-up” mais controlado.


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Autor: Folha

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