terça-feira, julho 14, 2026
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Escala 6×1 e os desafios do comércio no Paraná

O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Paulo Mercer Mourão, alerta para os riscos de mudanças na jornada de trabalho sem diálogo. Em Curitiba, ele destaca que o setor varejista enfrenta o desafio de se modernizar frente ao e-commerce e à concorrência global.

Como a extinção da escala 6×1 pode afetar as pequenas empresas?

A maior preocupação é a inviabilidade financeira para o pequeno lojista. Diferente de grandes redes, o pequeno comerciante não tem recursos imediatos para automação ou para contratar novos funcionários que cubram as horas vagas. Isso pode forçar o fechamento de lojas em dias específicos, como sábados ou segundas-feiras, causando uma redução nos postos de trabalho e gerando insegurança jurídica no setor produtivo.

Qual é a alternativa proposta para flexibilizar o trabalho no varejo?

Uma saída viável seria incentivar o contrato por hora trabalhada, modalidade que já existe na lei, mas que ainda não é amplamente usada devido ao foco cultural no salário mensal. Além disso, defende-se que mudanças na jornada sejam decididas por acordos diretos entre patrões e empregados, respeitando as particularidades de cada ramo, em vez de uma regra nacional única e rígida.

Por que o comércio de rua em Curitiba ainda sofre, mesmo com a economia crescendo?

Embora o agronegócio impulsione o PIB do Paraná, esse capital costuma ser concentrado e investido em imóveis ou artigos de luxo, sem retornar diretamente para o comércio básico dos bairros. O varejo de rua depende do poder de compra dos trabalhadores assalariados. Para transformar essa realidade, é necessário atrair empresas de serviços e tecnologia para o Centro, gerando empregos mais qualificados e melhorando a renda média da população local.