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FDA liberou pílula abortiva sem evidências suficientes de segurança

Um estudo de pesquisadores do Charlotte Lozier Institute, instituição pró-vida, concluiu que a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) “não possuía evidências suficientes” para remover a exigência de dispensação presencial da pílula abortiva.

Publicado em 6 de outubro na revista Issues in Law and Medicine, periódico da Alliance for Hippocratic Medicine, o relatório constatou que os estudos da FDA sobre a pílula abortiva não refletiam as condições reais de uso do medicamento.

Segundo o artigo, a FDA baseou-se em análises de grupos com interesses políticos. Além disso, a agência utilizou notificações de eventos adversos “inadequadas”, descobriram os autores Zachery Sluzala e Ingrid Skop.

“Quando agências federais removem regulamentações projetadas para proteger a saúde dos pacientes, essas decisões devem ser fundamentadas em evidências que reflitam a prática do mundo real”, disse Skop, obstetra e ginecologista que trabalha para o Lozier Institute, em comunicado. “Nossa análise constatou que a revisão da FDA ficou muito aquém desse padrão. Decisões de segurança devem refletir as condições nas quais as mulheres estão usando os medicamentos, não condições de estudo rigidamente controladas que não conseguem imitar o uso no mundo real.”