
A desativação de agências bancárias tradicionais no Paraná e no Brasil isola a população idosa e impulsiona o aumento de crimes virtuais. Com 176 cidades paranaenses sem unidades físicas, aposentados enfrentam barreiras tecnológicas e custos elevados de locomoção, tornando-se alvos preferenciais para estelionatos eletrônicos, que cresceram quase 30% no último ano em solo paranaense.
Como o fechamento das unidades físicas afeta o cotidiano e as finanças dos idosos
A transição forçada para o ambiente digital gera exclusão e transtornos financeiros. Sem suporte local, muitos idosos precisam viajar até 20 quilômetros para sacar a aposentadoria ou consultar extratos, gastando parte do salário com táxis ou transporte público. Além do custo financeiro, há uma perda significativa de independência, já que essas pessoas passam a depender da ajuda de parentes ou terceiros para realizar operações simples. O esvaziamento das agências também retira o dinheiro de circulação nas cidades menores, pois o consumo acaba migrando para os municípios vizinhos onde o atendimento ainda é presencial.
Por que o número de estelionatos eletrônicos cresceu tanto entre essa população
O avanço dos serviços digitais, como o Pix, não foi acompanhado por uma educação tecnológica adequada para os mais velhos. Dados apontam que o estelionato eletrônico no Paraná saltou 29,7% em 2025. Muitos idosos não dominam a linguagem bancária da internet e têm dificuldade em identificar abordagens suspeitas, como falsos prêmios, golpes de WhatsApp ou centrais bancárias fakes. O medo de ser vítima é alto: mais de 80% dos brasileiros temem fraudes digitais. A ausência do gerente físico, uma figura em quem o idoso confia, deixa um vácuo de orientação que é explorado por criminosos virtuais.
Quais são as razões estratégicas dos bancos para reduzir o atendimento presencial
Os bancos tradicionais estão mudando o modelo de negócios para cortar custos operacionais elevados, como aluguel, vigilância e pessoal. Com a popularização dos aplicativos e do Pix, as instituições consideram menos necessário manter estruturas físicas, focando o atendimento presencial apenas em serviços complexos. Especialistas explicam que isso cria uma ‘exclusão financeira digital’: o cliente mantém a conta, mas não consegue usá-la de forma efetiva. Enquanto bancos grandes fecham portas, cooperativas de crédito ocupam esse espaço, apostando no atendimento humano e no relacionamento próximo para atrair clientes que valorizam o contato direto.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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