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Fechamento de agências isola idosos e impulsiona estelionatos

A expansão dos serviços bancários digitais e do Pix reduz a necessidade de os brasileiros recorrerem ao atendimento presencial. Em 176 dos 399 municípios do Paraná, não há nenhuma agência bancária tradicional. Independentemente das justificativas, os idosos — uma fatia considerável da população — passaram a se ver abandonados, tendo de gastar mais com locomoção ou ajuda de terceiros para tirar um extrato, sacar a aposentadoria ou simplesmente manter as interações sociais nesses espaços.

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Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que, de 2015 a 2025, os clientes viram 667 agências bancárias fechar as portas. Curitiba foi a cidade que mais perdeu unidades no período, com 192 unidades encerradas. Na sequência aparecem Londrina (37), Maringá (27), Cascavel (15) e Foz do Iguaçu (10).

Mas quem sofre mais são os moradores de cidades menores — e a própria cidade como ente federativo. No Brasil, o mesmo levantamento aponta que 2.649 municípios não tinham nenhuma agência bancária, impactando a vida de 19.670.525 habitantes. No Paraná, 450 mil pessoas precisam se deslocar para outras cidades para conseguir atendimento presencial, que muitas vezes oferece mais do que assistência especializada.