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Frear a IA ou vencer a China? O dilema dos EUA na nova corrida tecnológica

Os Estados Unidos enfrentam neste momento um debate que pode definir os rumos da grande disputa tecnológica mundial: desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) para evitar que sistemas cada vez mais autônomos escapem ao controle humano ou manter o ritmo para impedir que o regime comunista da China assuma a liderança de uma tecnologia considerada estratégica para a economia e a segurança nacional.

O debate ganhou força nos últimos dias depois que os chefões das principais empresas americanas de IA passaram a reconhecer que o desenvolvimento dos modelos mais avançados da tecnologia pode estar ocorrendo mais rápido do que a capacidade de entendê-los e controlá-los.

Dario Amodei, presidente da Anthropic, criadora da plataforma de IA Claude, defendeu no sábado (12) que as empresas reduzam a velocidade de desenvolvimento dos modelos. Sam Altman, da OpenAI, criadora do ChatGPT, Demis Hassabis, do Google DeepMind, e Elon Musk, da xAI, criadora do Grok, manifestaram apoio à ideia. Amodei propôs, entre outras medidas, abrir os laboratórios a avaliadores independentes e buscar alguma forma de coordenação entre empresas e governos.

O debate provocou uma reação dura do presidente Donald Trump. No domingo (13), durante uma viagem à Irlanda, ele rejeitou os apelos para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia e afirmou que havia “forças negativas” exagerando os riscos da IA. “Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais avançado do mundo. E, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer com a IA, vence”, afirmou.