sexta-feira, outubro 16, 2026
23.3 C
Pinhais

Governo da Colômbia alega “doutrinação” e retira obras de museu

A ministra da Cultura da Colômbia, Paola Holguín, defendeu nesta sexta-feira (16) a retirada de mais de 30 peças do Museu Nacional — o principal do país, localizado na capital Bogotá —, alegando que a instituição não pode servir como instrumento de “doutrinação política” nem difundir versões “enviesadas” da história.

“O Museu Nacional, como parte do Estado, tem o propósito de conservar, restaurar, proteger e socializar a nossa cultura. Sua vocação institucional NÃO consiste em servir como instrumento de doutrinação política, foco de difusão de versões enviesadas da nossa história, e muito menos como meio de propagação da agenda governamental”, escreveu a ministra em post no X.

“O Museu Nacional NÃO pode ser um espaço de apologia ao crime ou de revitimização; ele deve respeitar os direitos das vítimas à verdade, à justiça, à reparação e à não repetição”, acrescentou Holguín.

Segundo informações da imprensa colombiana, reproduzidas pela agência EFE, foram retirados pelo menos 30 cartazes, fotografias e objetos de três salas do Museu Nacional. Os itens estavam relacionados à história dos movimentos feministas e LGBTI, às vítimas da violência política e ao acordo de paz assinado em 2016 entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).