
O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, ratificou nesta terça-feira (13) seu apoio “explícito” a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, marcado para o dia 25, e disse estar “otimista” em relação a uma vitória do senador fluminense.
“Com certeza, é explícito o apoio de Javier Milei por Bolsonaro e a ideia de que o Brasil possa também se somar às economias que estão abraçando as ideias da liberdade”, disse nesta terça-feira em entrevista coletiva o porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, segundo informações da agência EFE.
“Somos otimistas para o segundo turno, e o resultado será visto em breve”, acrescentou o porta-voz sobre a disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Milei já manifestou apoio a Flávio na eleição brasileira em vários momentos. No final de julho, ele esteve na convenção do PL em São Paulo, na qual o aliado foi confirmado como candidato à presidência, e chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de comentários – inclusive acusando o petista de interferência em eleições em outros países e de liderar uma campanha “anti-Argentina” – que fizeram o Brasil rebaixar as relações entre os dois países, ao determinar que seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará à Argentina.
Em entrevista publicada em agosto pelo jornal argentino Clarín, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse que a normalização das relações com o país vizinho só ocorrerá se Milei parar as “agressões” contra Lula.
Em setembro, após seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente argentino falou novamente sobre a eleição brasileira em breve declaração a jornalistas.
“Tenho esperança de que o Brasil consiga quebrar esse curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos, possa abraçar as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, disse Milei.
Na coletiva desta terça-feira, Ravier também falou sobre a decisão da semana passada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de determinar que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e que está nos Estados Unidos, comece a cumprir uma pena de quatro anos de prisão em regime semiaberto devido a acusações de crime de coação no curso do processo.
“Nos chama a atenção como atuou a Justiça em relação ao irmão do candidato a presidente Bolsonaro, o oportunismo dessa questão que acaba de surgir. Mas, além disso, nós não vamos opinar sobre questões de outro país e da Justiça de outro país”, afirmou Ravier.
Autor: Gazeta do Povo








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