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Guia Michelin 2026: veja os restaurantes premiados – 13/04/2026 – Restaurantes


São Paulo


O anúncio da edição do Guia Michelin Rio e São Paulo nesta segunda (13), em cerimônia no Copacabana Palace, trouxe uma aguardada notícia: pela primeira vez, o país tem restaurantes com três estrelas, cotação máxima da premiação francesa.

Os chefs Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, ambos em São Paulo, são, agora, os primeiros chefs a ostentar três estrelas Michelin na América Latina. No mundo, outros 154 endereços detém a distinção.

Prato branco com pedaço de carne ao centro sobre molho vermelho, acompanhado de espuma branca e folhas verdes. No topo do prato, uma porção de pó branco e um cilindro branco compacto.

Prato servido no restaurante Tuju, em São Paulo


@kato78/Divulgação

Nascido em São Paulo, Ivan estudou na Esculea de Hosteleria Hofman, em Barcelona, antes de trabalhar em cozinhas de restaurantes estrelados como Mugaritz, na Espanha, e o RyuGin, no Japão.

Ele abriu o Tuju em São Paulo em 2014, com foco em uma cozinha pautada por ingredientes da estação do Sudeste. Um ano após a abertura, o chef ganhou a sua primeira estrela Michelin com o local. A segunda veio em 2018.

Já o chef Luiz Filipe Souza, que abriu o Evvai em 2017, consolidou uma linguagem própria que conecta ingredientes brasileiros com a influência da cozinha italiana trazida pelos imigrantes. Antes disso, passou por cozinhas premiadas fora do Brasil, como no Reale, do chef Niko Romito, casa que tem três estrelas na Itália.

“Eu achei que eu tinha perdido as duas estrelas”, disse o chef Luiz Filipe Souza, que foi chamado ao palco só no final da cerimônia.

“Comecei a rezar, a suar frio. Foi a coisa mais incrível que aconteceu na minha vida. Estou sem palavras e poucas vezes eu fiquei sem palavras”

A publicação francesa dá a restaurantes três (cozinha excepcional), duas (excelente) e uma (requintada) estrela, além do título Bib Gourmand (para casas com boa relação entre qualidade e preço).

Nesta edição, três restaurantes mantiveram duas estrelas: D.O.M., do chef Alex Atala, Lasai, de Rafa Costa e Silva, e Oro, de Felipe Bronze. Não houve estreantes na categoria.

O número de casas com uma estrela caiu para 19; em 2025 foram 20. O Madame Olympe, restaurante do chef Claude Troisgros, foi a única novidade na lista.

Mantiveram uma estrela os restaurantes Casa 201, Fame Osteria, Jun Sakamoto, Kan Suke, Kanoe, Kazuo, Kinoshita, Kuro, Maní, Mee, Murakami, Oizumi Sushi, Oseille, Oteque, Ryo Gastronomia, San Omakase e Tangará Jean-Georges.

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A categoria Bib Gourmand trouxe novidades na lista como o Jiquitaia, Manioca JK, Ping Yan Thai Bar & Food, Taboã Cozinha Artesanal e Tanit —todos em São Paulo.

O evento também apresentou os restaurantes que fazem parte da seleção anual do guia. Aiô, Borgo Mooca e Cais, em São Paulo, estão entre os endereços recomendados, mas não receberam estrelas. Nesta lista também apareceram Bar da Dona Onça e Simone, também em São Paulo.

A cerimônia também deu prêmios especiais. Três restaurantes mantiveram a estrela verde, dada a casas com práticas exemplares de sustentabilidade. Foram A Casa do Porco, o Corrutela e o Tuju.

Foi premiado como jovem chef Pedro Coronha, do Koral, no Rio de Janeiro. O profissional tem passagens em casas estreladas como o Noma, na Dinamarca, e o Eleven, em Portugal.

Já o reconhecimento de melhor serviço em restaurantes ficou com Raphael Zanon, do carioca Casa 201. Inédito no Brasil o prêmio de coquetelaria, que homenageia a qualidade de drinques, ficou com Anderson Oliveira, do D.O.M.

A noite teve apresentação da atriz Nathalia Dill. Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio, e Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia Michelin, também participaram da cerimônia.

Em 2025, o Brasil teve 25 restaurantes listados no Guia Michelin. Desses, 20 casas conquistaram uma estrela, incluindo as estreantes Casa 201 e Osseile (RJ) e Kanoe e Ryo (SP). Fame, Jun Sakamoto, Maní, Picchi e Cipriani também integraram o grupo.

No último ano, cinco restaurantes receberam ou mantiveram duas estrelas: D.O.M. (SP), Evvai (SP) Oro (RJ), Tuju (SP), e Lasai (RJ). Não houve representantes com a classificação máxima, a de três estrelas.

Os estabelecimentos são avaliados por inspetores de forma anônima. Os profissionais consideram critérios como qualidade dos ingredientes, harmonia e equilíbrio dos sabores, boa execução técnica, personalidade que o chef expressa na cozinha e consistência do menu ao longo do tempo. Os restaurantes são reavaliados todos os anos para garantir que os padrões foram mantidos.

Em sua versão brasileira, o Michelin avalia somente endereços estrelados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro desde que estreou no país, há 11 anos. A edição brasileira do Guia Michelin foi a primeira publicada na América do Sul.

O guia ficou sem edição no país de 2021 a 2023. No ano seguinte, voltou ao Brasil graças a um investimento conjunto de R$ 9 milhões das prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro para viabilizar o prêmio até 2026.

Nos contratos com a francesa Michelin, é necessário fazer investimento extra para que uma cerimônia aconteça —o guia é publicado independentemente do evento de premiação e tem um formato online, disponível em site e app do Michelin.

Criado em 1889, o guia foi lançado pelos irmãos Edouard e André Michelin, na França. O projeto era disponibilizado de forma gratuita e trazia informações de onde abastecer e consertar o carro, além de onde comer e se hospedar.

A publicação começou a ser vendida no início da década de 1920 e, anos depois, passou a contratar profissionais para visitar os estabelecimentos de forma anônima —hoje, conhecidos como inspetores. Em 1926, os restaurantes começaram a receber estrelas e, cinco anos depois, passaram a ser classificados em uma escala que varia de uma a três.

Veja as estrelas do Michelin 2026

Três estrelas

Evvai (SP)

Tuju (SP)

Duas estrelas

D.O.M. (SP)

Oro (RJ)

Lasai (RJ

Uma estrela

Kan Suke (SP)

Kanoe (SP)

Kuro (SP)

Murakami (SP)

Fame Osteria (SP)

Picchi (SP)

Jun Sakamoto (SP)

Maní (SP)

Ryo Gastronomia (SP)

Kazuo (SP)

Kinoshita (SP)

Oizumi Sushi (SP)

Tangará Jean-Georges (SP)

Madame Olympe (RJ)

San Omakase (RJ)

Casa 201 (RJ)

Oseille (RJ)

Oteque (RJ)

Mee (RJ)

Autor: Folha

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