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Idosa espera uma semana por cirurgia medular no Iamspe – 13/10/2026 – Equilíbrio e Saúde

Familiares de uma idosa de 74 anos afirmam que ela teve de esperar uma semana para fazer uma cirurgia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, na capital paulista, após sofrer uma queda que provocou um traumatismo cranioencefálico e uma lesão na medula, no dia 26 de setembro.

Segundo a filha, que não quis se identificar, a operação foi adiada duas vezes sob o argumento de falta de pessoal para esterilizar os equipamentos necessários.

Para prevenir danos à mobilidade da paciente, um médico que atendeu a idosa disse que a cirurgia teria que ser feita em, no máximo, 72 horas, afirma a filha. Com o atraso no procedimento, os familiares temem que a mulher não recupere o movimento das pernas.

Em nota enviada à reportagem, o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo), que administra o hospital, afirma que a “agenda cirúrgica respeita o critério de gravidade dos pacientes recebidos no pronto-socorro”. Questionado sobre o prazo citado pela família e os problemas para esterilização, o instituto não respondeu.

“A cirurgia de trauma raquimedular foi realizada no dia 2 de outubro para descompressão da medula após ela ser diagnosticada com quadro não progressivo e estável de tetraparesia (grau 4) com leve dificuldade para se movimentar devido a trauma vertebral”, afirma o Iamspe.

O traumatismo cranioencefálico é uma lesão provocada por impacto ou movimento brusco que atinge o crânio e pode causar danos ao cérebro e a outras estruturas da cabeça. Em traumas graves, também há risco de lesões na coluna e na medula espinhal, que podem comprometer a força e a sensibilidade e, dependendo da região afetada, levar à perda de movimentos.

A filha relata que a mãe foi levada ao Hospital do Servidor no dia da queda, 26 de setembro, porque não conseguia mexer as pernas. Ela chegou à unidade por volta das 10h30 e foi submetida a uma tomografia.

À noite, diz a filha, um neurocirurgião avaliou a paciente e solicitou uma ressonância magnética, uma vez que era provável a necessidade de cirurgia e, conforme o tempo passava, as sequelas poderiam aumentar.

A cirurgia foi marcada para o dia 28, mas acabou cancelada porque os pinos e parafusos necessários para a operação não estavam esterilizados, de acordo com a filha. O procedimento foi remarcado para o dia seguinte, e novamente adiado pelo mesmo motivo.

Em nova tentativa frustrada, com jejum e todo preparo necessário, a cirurgia foi adiada sob a justificativa de que um equipamento essencial, compartilhado entre várias especialidades, estava em uso. A operação foi então agendada para 2 de outubro.

A filha conta que, revoltada, fez uma reclamação na ouvidoria e foi orientada a procurar o setor de assistência do hospital. No dia 2, após queixas recorrentes, a idosa foi operada.

Ainda segundo a filha da paciente, funcionários do hospital relataram que problemas com o setor responsável pela esterilização são frequentes. Questionado também sobre isso, o Iamspe não comentou.

A idosa permaneceu internada até o último dia 7, sem recuperar o movimento das pernas.

Ela se locomovia normalmente antes da queda, diz a filha. Ainda não está claro se a perda do movimento está associada ao trauma sofrido ou à demora para a realização da cirurgia.

Autor: Folha

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