
Com cerca de 80% dos votos apurados, a eleição em Israel segue indefinida, impasse que pode levar a um novo pleito.
Os partidos da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu devem conquistar 54 cadeiras e o bloco de oposição encabeçado por Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, deve obter 49 assentos no Knesset, o Parlamento israelense. São necessárias 61 cadeiras para ter maioria na casa.
Enquanto isso, os partidos que representam os cidadãos árabes de Israel devem garantir 17 cadeiras.
Apesar dessa indefinição, tanto Netanyahu quanto Eisenkot adotaram tons otimistas nos seus discursos após a votação.
“Há duas coisas claras. A primeira é que o Likud [partido conservador de Netanyahu] é o maior partido de Israel… não há dúvida quanto a isso”, disse o premiê.
“A segunda coisa que ficou evidente é que o bloco de direita possui uma maioria decisiva entre o público sionista — uma maioria decisiva. É por isso que eu disse, e repito: precisamos formar governos nacionais fortes, um governo de direita”, acrescentou.
Netanyahu descartou formar governo com os partidos árabes. “São partidos palestinos, ou partidos antissionistas, que apoiam a destruição de Israel. Não podemos permitir esse cenário”, afirmou.
Já Eisenkot disse que a população de Israel “votou pela mudança”. “A coalizão do fracasso perdeu a confiança do povo. O povo israelense votou contra a permanência de Netanyahu como primeiro-ministro de Israel”, afirmou o oposicionista, sem, no entanto, declarar vitória.
Quando a apuração for encerrada, o presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá convocar um dos lados para tentar formar um governo.
Há três possibilidades: que algum dos lados consiga arregimentar partidos do outro para formar maioria no Knesset; que seja estabelecido um governo de minoria; ou convocação de novas eleições.
Autor: Gazeta do Povo








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