segunda-feira, agosto 31, 2026
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Jornada de 40 horas pode exigir até 30 anos de ganho de produtividade no Brasil

O Brasil pode levar de 17 a 30 anos para obter o ganho de produtividade necessário para compensar uma eventual redução da jornada semanal para 40 horas, associada ao fim da escala 6×1, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (31) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade simulou os impactos da mudança sobre produtividade, emprego formal e massa salarial.

A projeção considera um cenário em que as empresas mantêm os empregos e os salários, absorvendo integralmente a redução das horas trabalhadas sem cortar a remuneração. Nesse caso, o número total de horas trabalhadas cairia cerca de 7,8%, enquanto a produtividade por hora teria de crescer entre 8,3% e 8,5% para compensar a perda.

“Não existe país que sustente sua competitividade sem produtividade. Ela é o que permite produzir mais e gerar mais valor com os recursos disponíveis. Quando ela é afetada, as empresas sentem mais dificuldade na capacidade de investir, competir e remunerar melhor os trabalhadores”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

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