Um tribunal de apelações dos Estados Unidos autorizou, na noite de sexta-feira (17), que o governo do presidente Donald Trump continue a construção de um salão de baile de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) no local onde ficava a Ala Leste da Casa Branca, que foi demolida. A corte também marcou para 5 de junho a audiência que vai analisar a decisão de um juiz de Washington que havia suspendido as obras.
A ordem foi emitida por um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Distrito de Colúmbia, que decidiu suspender temporariamente a liminar de primeira instância. Com isso, os magistrados terão tempo para avaliar o pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para manter a obra em andamento enquanto o recurso é analisado.
O tribunal informou que irá ouvir os argumentos das partes em 5 de junho para decidir se a construção deve ser interrompida durante o andamento do processo. A decisão desta sexta-feira não entra no mérito da ação, que questiona a autoridade do governo Trump para realizar a obra.
A ação foi movida pela National Trust for Historic Preservation, que ainda não se manifestou após a decisão, assim como a Casa Branca.
A decisão da corte de apelações suspende, por ora, o entendimento do juiz federal Richard Leon, que havia considerado ilegal o projeto do salão por falta de aprovação do Congresso americano.
A entidade afirma que o presidente e o National Park Service não tinham autoridade para demolir a Ala Leste, considerada uma estrutura histórica, para dar lugar ao novo projeto.
Trump tem defendido o salão de baile como uma das principais mudanças na Casa Branca e parte de sua estratégia de reformulação de Washington. Segundo o governo, a obra deve modernizar a infraestrutura e reforçar a segurança do local. O presidente também destaca que o projeto está sendo financiado integralmente por doações privadas.
À época, Leon disse que “o povo americano vai se beneficiar se os Poderes exercerem seus papéis constitucionalmente determinados. Não seria um mal resultado!”
Autor: Folha




















