terça-feira, setembro 15, 2026
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ONU é instada a reconhecer barriga de aluguel como nova forma de escravidão

O grupo de especialistas de Casablanca e a organização não governamental francesa Juristes Pour l’Enfance (Profissionais Jurídicos pela Infância) solicitaram às Nações Unidas que reconheçam oficialmente a barriga de aluguel como “uma nova forma de escravidão envolvendo mulheres e crianças”.

O pedido foi apresentado à relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão e tráfico de seres humanos, Katarina Schwarz, para marcar o centenário da Convenção sobre a Escravidão de 1926 e a próxima sessão do Conselho de Direitos Humanos dedicada à ocasião, “cuja agenda inclui, entre outras questões, novas formas de escravidão”.

O pedido se baseia no argumento de que a barriga de aluguel reduz a criança no útero a um objeto de disposição, o que corresponde à definição de escravidão estabelecida na Convenção de Genebra de 1926, ou seja, o exercício dos atributos do direito de propriedade.

No caso da mulher que carrega o bebê, seu corpo é submetido à vontade de terceiros, o que inclui controle sobre sua dieta e cuidados médicos, bem como, potencialmente, redução embrionária ou aborto, explica a declaração.