O procurador-geral do estado da Flórida, nos EUA, entrou com processo nesta segunda-feira (1º) contra a OpenAI, dona do ChatGPT, por lançar intencionalmente um produto que não era seguro e colocava em risco a segurança dos usuários.
James Uthmeier afirmou no documento de 83 páginas que a empresa auxiliou e foi cúmplice de atiradores que causaram atentados, encorajaram pessoas a cometer suicídio, diminuiu a capacidade de pensamento crítico dos usuários e causou vício em menores de idade, de acordo com o The Wall Street Journal. A OpenAI foi procurada pela publicação, mas não respondeu.
O procurador alega que a “busca insaciável” da OpenAI e seu CEO, Sam Altman, para vencer a corrida da inteligência artificial levou ao impulsionamento do recurso, apesar de estarem cientes do prejuízo que poderia causar para a sociedade.
Uthmeier abriu a investigação contra a OpenAI em abril do ano passado, após o universitário James Ikner ter informado que usou o ChatGPT para saber o tipo de arma e munição, além do horário que poderia encontrar o maior número de pessoas e o local. Ikner foi acusado de atirar contra estudantes na Universidade Estadual da Flórida em abril de 2025. Duas pessoas morreram e outras seis ficaram feridas.
Na ocasião, um porta-voz do chatbot afirmou que o ChatGPT não era responsável pelo crime e que compartilhou com a polícia os dados do suspeito.
O procurador avalia que a OpenAI comercializou o ChatGPT mesmo ciente dos riscos que ela oferecia e disse que a ferramenta era confiável, apesar de gerar desinformação e ainda mantinha os usuários viciados em uma cadeia de perguntas e respostas sem fim.
A situação ajudaria a melhorar o treinamento, aumentar e propagar o uso da ferramenta, e por consequência elevar o valor de mercado da empresa. Além disso, o procurador afirmou que a OpenAI não adota medidas de segurança suficientes no controle de crianças e adolescentes.
Autor: Folha




















