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Oposição se organiza para acabar com taxa das blusinhas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou, nesta quarta-feira (6), que a oposição se organizou para tentar revogar a chamada “taxa das blusinhas” no Congresso Nacional antes que o governo tome esta iniciativa. Segundo o parlamentar, foram reunidas as assinaturas necessárias para pautar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) na Câmara dos Deputados, visando revogar o imposto criado em 2024.

“O caminho é reduzir impostos nacionais para tornar nossos produtos mais competitivos, melhores e mais baratos para o consumidor!”, escreveu o senador em sua conta no X. O tributo estabelece uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Para valores acima desse patamar, a tributação chega a 60%, com um desconto fixo de US$ 20 no valor do imposto devido.

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A iniciativa na Câmara se soma a outras propostas para reverter a taxação, como as dos deputados Ricardo Ayres (Republicanos-TO) e Kim Kataguiri (Missão-SP). Ambas partem do princípio de que a medida encarece produtos para o consumidor final sem gerar benefícios proporcionais à indústria nacional.

Resgate da popularidade

A taxa é considerada um entrave à popularidade do governo federal em ano eleitoral. Pesquisa realizada em abril mostrou que 62% dos brasileiros avaliam a cobrança como um erro. Também nesta quarta-feira, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que há discussões internas sobre o tema, em uma tentativa de conter o desgaste da imagem do presidente Lula, já refletido em pesquisas de intenção de voto.

Apesar da impopularidade, a cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade estima que cerca de 100 mil empregos foram preservados com a manutenção do imposto.

Dados da Secretaria da Receita Federal mostram que, em 2025, o governo federal arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões com o imposto de importação sobre encomendas internacionais. Em 2024, a arrecadação também já havia sido a maior da série histórica, somando R$ 2,88 bilhões.

Autor: Gazeta do Povo

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