Durante o jogo entre Corinthians e Cruzeiro pelo Brasileirão, o narrador elogiou o meio-campista e capitão Romero e indagou sobre outros capitães importantes da história do Cruzeiro. Falaram do excepcional meia Alex, que atuou pelo Cruzeiro e pelo Palmeiras e se esqueceram de Piazza, grande jogador e importante capitão do Cruzeiro durante um longo tempo. Piazza, campeão do mundo em 1970, só não foi capitão da seleção porque o cargo já era ocupado pelo lateral Carlos Alberto.
A turma mais jovem sabe pouco do passado por desinteresse e/ou porque acha que a vida e o futebol começaram com a internet. É preciso conhecer o passado para entender o presente.
Nesta quarta (19), contra o Cruzeiro, Leonardo Jardim vai escalar o Flamengo que goleou o Mirassol por 5 a 1 ou vai repetir a equipe do início do primeiro jogo no Mineirão, contra o Cruzeiro, sem Pedro, Paquetá e Varela?
Prefiro Paquetá na posição em que jogou contra o Mirassol, mais recuado, próximo de Pulgar, vindo de trás com a ampla visão do conjunto, o que facilita seus passes precisos e surpreendentes. Mas, com ele nessa função, teria de sair Jorginho ou Pulgar, a não ser que o técnico formasse uma trinca com Arrascaeta à frente dos três.
Paquetá, provavelmente, estará na primeira convocação de Carlo Ancelotti após o fracasso na Copa. Bruno Guimarães é nome certo na lista do técnico. O jogador, progressivamente, conquistou o prestígio de um dos grandes meio-campistas do mundo. Foi contratado por uma fortuna pelo Arsenal, vindo do Newcastle.
Já estreou e atuou muito bem na vitória do Arsenal por 3 a 0 sobre o Manchester City, na Supercopa da Inglaterra. Bruno é um dos meio-campistas que marcam, constroem e avançam de uma intermediária à outra com muita eficiência e talento. É o único com essa qualidade no futebol brasileiro.
No Cruzeiro, Gerson e Matheus Pereira têm chances de ser chamados por Ancelotti. A renovação deve ser feita com jovens e com jogadores já bastante conhecidos que não foram ao Mundial, como os dois do Cruzeiro.
A seleção, com a saída de Neymar, não tem um meia clássico como Matheus Pereira, que joga da intermediária para o gol, embora eu goste mais do desenho tático com um meio-campista mais recuado que marca e inicia as jogadas ofensivas, com um meio-campista de cada lado, que atua de uma intermediária à outra. Assim jogam o atual melhor time do (PSG) e a melhor seleção do mundo (Espanha).
Com a saída de Casemiro da seleção e, provavelmente, a do reserva Fabinho, Ancelotti está à procura de um substituto na posição. Dos que atuam no Brasil e no exterior, prefiro Marlon Freitas, do Palmeiras. Ele é alto, forte, bom na marcação e tem um passe rápido e eficiente. Falta um Rodri ao futebol brasileiro.
Neste meio de semana, teremos jogos decisivos pela Libertadores que ficarão na história do futebol, dos clubes, dos treinadores, dos torcedores e de todas as pessoas envolvidas com o esporte. As histórias precisam ser mais bem conhecidas e mais transmitidas para as futuras gerações.
A ausência de lembranças é um triste vazio. A memória é o elo entre o passado e o presente, entre o corpo e a alma, entre o vivido e o sonhado.
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Autor: Folha








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