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Percussionista Airto Moreira volta ao estúdio e lança álbum em parceria com o pianista Ricardo Bacelar, 'Maracanós'


O percussionista Airto Moreira (à direita) posa com o pianista Ricardo Bacelar no estúdio em que os músicos gravaram o álbum ‘Maracanós’
Maria Bacelar / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ A caminho dos 85 anos, a serem festejados em 5 de agosto deste ano de 2026, o percussionista e baterista Airto Moreira gravou dois álbuns entre 2024 e 2025 com o pianista cearense Ricardo Bacelar, ambos formatados em duas temporadas do artista catarinense no estúdio de Bacelar, em Fortaleza (CE).
O primeiro disco ainda permanece inédito e é um trabalho de intérprete que junta Airto com a mulher, a cantora Flora Purim, na abordagem de músicas como “Dona Olímpia” (Toninho Horta e Ronaldo Bastos, 1977) e “Esquinas” (Djavan, 1984).
Já o segundo, “Maracanós”, é autoral e tem lançamento programado para sexta-feira, 24 de abril, pelo selo Jasmin Music, com capa que expõe pintura do artista plástico acreano Fernando França e com direito à edição física em CD, além de distribuição nos mercados fonográficos dos Estados Unidos, Europa (precisamente em Portugal, França e Alemanha), China e Japão.
Com oito composições criadas por Airto Moreira em parceria com Ricardo Bacelar, o álbum “Maracanós” chega ao mundo cinco anos após Airto lançar o álbum “Eu canto assim” (2021), disco diferenciado no qual o percussionista exerceu a função de crooner, atiçando memórias afetivas do tempo em que também foi cantor nas boates das cidades paranaenses de Ponta Grossa (PR) e Curitiba (PR) em meados da década de 1950.
Airto Moreira tem álbum inédito em que aborda músicas como ‘Esquinas’ com a cantora Flora Purim
Maria Bacelar / Divulgação
Naquela época, ninguém poderia prever que o caminho trilhado por Airto Moreira iria lhe garantir visibilidade mundial como instrumentista a partir dos anos 1970, década em que, já residente nos Estados Unidos, o músico caiu no suingue do jazz latino, abrindo as portas do mercado norte-americano para músicos do Brasil com o toque da percussão ouvida em discos próprios e em álbuns de nomes como Miles Davis (1926 – 1991), trompetista norte-americano de jazz que requisitou Airto para a gravação, em 1969, do álbum “Bitches brew” (1970), revolucionário disco com que Miles estabeleceu os cânones da vertente fusion do jazz.
Desde então, Airton Moreira tem sido reverenciado no universo norte-americano do jazz, tendo acumulado prêmios e discos nos EUA. Foi esse músico consagrado que aportou no estúdio de Bacelar em novembro de 2024 para gravar o álbum “Maracanós”, tocando percussões em temas como “Pé no chão”, “Bumbo meu boi”, “Submersivos”, “Pau rolou”, “3 minutos de paz” e “Mestre novo da Guiné ”, todos compostos por Airto em parceria com o pianista.
Mulher de Airto Moreira, a cantora Flora Purim pôs voz em “Voo da tarde”, faixa encorpada com as cordas do Kalimera String Quartet e finalizada em 2025 no estúdio Visom, no Rio de Janeiro (RJ).
Capa do álbum ‘Maracanós’, de Airto Moreira e Ricardo Bacelar
Pintura de Fernando França com design de MZK

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