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Presente ou ausente, Neymar será grande assunto na Copa – 16/05/2026 – Tostão

Além dos ingressos caríssimos e da longa duração, a Copa do Mundo, o maior espetáculo do futebol, causa grandes preocupações, como o rigor nas fronteiras, a enorme criminalidade no México, os atentados terroristas neste tempo de guerras, o intenso calor e as muitas tempestades, com possibilidades de grandes efeitos climáticos, que podem ocasionar paralisações e suspensões de partidas.

No Brasil, o assunto principal é Neymar, se ele estará ou não na lista final dos convocados. Existe uma polarização, com empate técnico entre os que querem e os que não querem vê-lo na Copa. O principal argumento contra sua presença é o de que Neymar e o público não aceitam que ele seja apenas um bom coadjuvante. Muitos acham ainda que os outros jogadores vão transferir a responsabilidade para Neymar, o que será muito ruim para o conjunto.

Outros pensam que Neymar, mesmo jogando poucos minutos, possui talento para decidir as partidas. Ancelotti não aceita essa ilusão e já disse que todos precisam ter plenas condições para jogar bem durante todas as partidas.

Outro fator importante é que, como a equipe já tem duas formações táticas ensaiadas, testadas, Neymar teria de se adaptar a essas estratégias, não o contrário. Uma das maneiras de jogar tem Vinicius Junior pela esquerda, um centroavante, Raphinha pela direita e Matheus Cunha mais recuado, formando um trio com os volantes no meio-campo, jogando pela esquerda para proteger o lateral. Com isso, Vini não precisa voltar para marcar. Assim o Brasil jogou contra a Croácia.

A outra formação tática, utilizada contra a França e nos jogos anteriores, é com Vini pelo centro, dois pontas e Matheus Cunha centralizado, avançado, formando na prática um quarteto de atacantes. Nessa organização, os dois pontas têm também de recuar para marcar.

Neymar não tem condições para atuar pela esquerda, marcando e atacando, nem recuado pelo centro, de uma intermediária à outra, como faz Matheus Cunha. Ele teria de jogar à frente, pelo centro, formando uma dupla de atacantes com o centroavante.

Neymar será grande assunto na Copa, pela sua presença ou ausência. Outros fatores importantíssimos para as vitórias e derrotas ficarão em segundo plano. É a sociedade do espetáculo, na procura de heróis e vilões.

Lembranças

Perto do Mundial de 1970, vários jogadores se reuniam, diariamente, para trocar ideias sobre futebol ou qualquer outro assunto. Um iniciava a conversa. Nenhum jogador era obrigado a estar presente. A comissão técnica e os dirigentes não participavam.

Na véspera da final, pedimos ao doutor Roberto Abdala Moura, que tinha me operado do olho, para iniciar o papo. Ele, convidado da comissão técnica, viajava de Houston, nos EUA, para o México, dormia no mesmo hotel dos jogadores, assistia aos jogos da seleção e voltava depois da partida.

Repito suas palavras ditas aos jogadores: “Parafraseando o padre e filósofo Antônio Vieira, o contrário da luz não é a escuridão, mas sim uma luz mais forte, pois, na escuridão, qualquer luz brilha, por menos intensa que seja. Ao lado de uma luz forte, as luzes menores não são vistas, como que se apagam. E nossa luz, a da seleção, será mais brilhante”.

“O que a memória ama, fica eterno” (Adélia Prado).


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Autor: Folha

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