quinta-feira, agosto 27, 2026
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Projetos de transporte na Grande Curitiba podem reduzir tempo de viagem

Sete projetos estratégicos de transporte podem reduzir em até 23% o tempo de deslocamento entre Curitiba e os municípios vizinhos. O plano, detalhado pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, prevê investimentos que variam entre R$ 11,7 bilhões e R$ 22,7 bilhões. As propostas buscam expandir a rede de transporte de média e alta capacidade para atender a demanda crescente da região metropolitana.

Quais são as principais obras previstas para melhorar o transporte na região?

O planejamento contempla sete iniciativas de grande impacto, com destaque para a implantação de um VLT, que é um veículo leve sobre trilhos, ligando o Aeroporto Afonso Pena ao Centro Cívico. Além disso, o projeto prevê a expansão do sistema de ônibus rápidos, conhecido como BRT, para cidades como Colombo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, São José dos Pinhais e Araucária. Outra obra importante é a criação de um novo eixo de transporte de alta capacidade atravessando Curitiba, conectando os bairros Santa Cândida e CIC Sul, o que pode ser feito por meio de metrô ou VLT.

Qual é o impacto esperado desses investimentos para os passageiros?

A principal meta é encurtar as distâncias e o tempo que as pessoas passam dentro do transporte coletivo. Estima-se que a cobertura do sistema de alta capacidade salte de 114 para 216 quilômetros. Com trajetos mais rápidos e eficientes, a participação do transporte público nos deslocamentos diários da região deve subir de 18% para 25,3%. Especialistas apontam que essa economia de tempo beneficia principalmente os trabalhadores de menor renda, que geralmente moram mais longe dos empregos e ganham mais qualidade de vida ao chegar em casa mais cedo para o convívio familiar.

Quais são as dificuldades para tirar esses planos bilionários do papel?

O maior desafio não é apenas financeiro, mas também político e institucional. Como o horizonte das obras vai até 2054, os projetos precisam se transformar em políticas de Estado permanentes, que sobrevivam às trocas de prefeitos e governadores. Atualmente, a falta de um plano integrado aprovado por lei e conflitos de competência entre órgãos municipais e estaduais criam entraves jurídicos e administrativos. Para que os investimentos privados ocorram via parcerias, é essencial que existam garantias financeiras sólidas e um pacto metropolitano de longo prazo entre as cidades.