
Milhares de manifestantes tomaram o centro de Londres neste sábado (16) para protestar contra a imigração em massa e o governo de Keir Starmer. O ato, liderado pelo ativista Tommy Robinson, reuniu cerca de 60 mil pessoas em meio a uma forte crise política no Partido Trabalhista britânico.
Quais foram as principais reivindicações dos manifestantes?
O grupo, que caminhou da avenida Kingsway até as proximidades do Parlamento, protestou contra a política migratória, a insegurança pública e o que chamam de ameaças à liberdade de expressão. Muitos participantes expressaram o sentimento de que a classe trabalhadora britânica está sendo ignorada pelo atual governo de esquerda, defendendo uma mudança nas prioridades do país.
Quem liderou o movimento e qual foi o papel de Elon Musk?
O ato foi liderado pelo ativista conservador Tommy Robinson. Durante seu discurso, ele incentivou a multidão a transformar a mobilização de rua em força eleitoral para 2029. O empresário Elon Musk, dono da rede social X, também foi destaque ao apoiar publicamente a manifestação na internet, recebendo agradecimentos diretos dos organizadores durante o evento.
Houve repressão ou restrições por parte do governo Starmer?
Sim. Antes do protesto, o primeiro-ministro Keir Starmer proibiu a entrada no país de 11 estrangeiros classificados como agitadores de direita. Além disso, Starmer afirmou que o país vive uma ‘luta pela alma’ do Reino Unido e acusou os organizadores de promoverem o ódio. A polícia montou uma operação gigantesca com 4 mil agentes, drones e reconhecimento facial.
Como a polícia lidou com a marcha pró-Palestina no mesmo dia?
Para evitar confrontos, as autoridades criaram uma zona de isolamento entre o ato da direita e uma marcha pró-Palestina que ocorria simultaneamente. No total, 43 pessoas foram presas ao longo do dia. A polícia também investiga cânticos e cartazes da manifestação progressista que podem configurar crimes de ódio contra Israel.
Qual é o tamanho da crise enfrentada pelo primeiro-ministro britânico?
O governo Starmer vive um momento de fragilidade após derrotas nas eleições locais para o partido de direita nacionalista Reform UK. A pressão interna é grande: secretários de governo deixaram seus cargos e figuras importantes, como Wes Streeting, já são cotadas por parte do Partido Trabalhista para substituir o premiê no comando da legenda e do país.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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