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Psicodélicos: 11 livros para ler de graça – 16/07/2026 – Virada Psicodélica

Após a ordem executiva de Trump para acelerar estudos psicodélicos, o setor oscila entre otimismo com a perspectiva de regulamentação de tratamentos e pessimismo com monopólios gringos que devem encarecer e restringir acesso. A boa nova veio dar na praia de quem quer manter o espírito crítico na forma de uma coleção gratuita de livros de reflexão sobre o tema, todos em língua portuguesa.

São 11 e-books na Biblioteca Psicodélica – Drogas, Política e Cultura, iniciativa da editora Mercado de Letras e do Instituto Chacruna para comemorar os dez anos dessa ONG sediada em São Francisco (EUA), que tem a antropóloga brasileira Bia Labate na direção e um portal dedicado à América Latina (aviso: sou colaborador da página Chacruna Chronicles).

Eis os títulos sobre plantas de poder como a ayahuasca, povos indígenas, religião, saúde e políticas de drogas que podem ser baixados sem custo:

1. “Virando Indígenas, Virando Yawanawás“, de Lígia Duque Platero;

2. “O Uso de Plantas Psicoativas nas Américas“, de Beatriz Caiuby Labate e Sandra Lucia Goulart (Orgs.);

3. “Drogas: Perspectivas em Ciências Humanas“, de Beatriz Caiuby Labate e Frederico Policarpo (Orgs.);

4. “Políticas de Drogas no Brasil: Conflitos e Alternativas“, de Beatriz Caiuby Labate e Thiago Rodrigues (Orgs.);

5. “Drogas, Políticas Públicas e Consumidores“, de Beatriz Caiuby Labate, Frederico Policarpo, Sandra Lucia Goulart e Pablo Ornelas Rosa (Orgs.);

6. “Uso de Drogas: Controvérsias Médicas e Debate Público“, de Maurício Fiore;

7. “Música Brasileira de Ayahuasca“, de Beatriz Caiuby Labate e Gustavo Pacheco;

8. “Religiões Ayahuasqueiras: Um Balanço Bibliográfico“, de Beatriz Caiuby Labate, Isabel Santana de Rose e Rafael Guimarães dos Santos;

9. “A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos Centros Urbanos“, de Beatriz Caiuby Labate;

10. “O Uso Ritual das Plantas de Poder“, de Beatriz Caiuby Labate e Sandra Lucia Goulart (Orgs.);

11. “O Uso Ritual da Ayahuasca“, de Beatriz Caiuby Labate e Wladimyr Sena Araújo (Orgs.).

Além da perspectiva reflexiva das ciências humanas, a massa crítica brasileira no campo psicodélico tem produzido uma enxurrada de artigos de pesquisa igualmente em ciências naturais. Na impossibilidade de tratar de todos em profundidade aqui, como merecem, vão aqui outras três dicas de leitura sobre a DMT da ayahuasca e da jurema-preta –desta vez, em inglês, mas com títulos traduzidos para facilitar:

1. “Além da redução de sintomas: DMT melhora ansiedade, satisfação com a vida e qualidade de vida em voluntários saudáveis e pacientes com depressão”, publicado no periódico Journal of Psychopharmacology por Raynara Bolcont e oito coautores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que tem no Instituto do Cérebro um centro de excelência em pesquisa psicodélica;

2. “Um protocolo de suporte físico e psicológico não diretivo para N,N-dimetiltriptamina (DMT) inalada: uma avaliação qualitativa de segurança, conforto e integração em ambiente clínico”, publicado no periódico Journal of Consciousness: Theory, Research, and Practice por Handersson Barros e outros 16 autores do mesmo grupo da UFRN;

3. “Efeitos proliferativos do psicodélico N,N-dimetiltriptamina (DMT) em células-tronco neurais humanas”, publicado no periódico ACS Chemical Neuroscience por José Alexandre Salerno mais 16 colaboradores do grupo extenso liderado por Stevens Rehen em quatro instituições (Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, Universidade Federal do Rio de Janeiro, empresa Promega e Instituto Usona em Wisconsin).


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Autor: Folha

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