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quais mudanças podem redesenhar o STF

A discussão sobre uma reforma do Judiciário voltou a esquentar no Congresso e inclui propostas que podem alterar a estrutura e o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou indicação para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) crie um grupo de trabalho para reunir propostas já em tramitação e apresentar um texto em até 60 dias.

O debate ocorre em meio à crise institucional envolvendo o Supremo e o julgamento iniciado na última terça-feira (15), que pode levar à abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por causa de suas relações com o Banco Master.

A última grande reforma do Judiciário ocorreu há 22 anos com a Emenda Constitucional 45, de 2004, que alterou a organização e o funcionamento da Justiça brasileira, criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e estabeleceu medidas para ampliar o controle, a transparência e a celeridade dos processos.

Atualmente, porém, as propostas em discussão no Congresso não formam um pacote único. Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam diferentes caminhos para mudar o perfil da Corte, como mandato fixo para ministros, critérios mais rigorosos para nomeação e limites às decisões individuais.