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Quem é Melqui Galvão, técnico de jiu-jítsu preso – 29/04/2026 – Esporte

Preso na última terça-feira (28) sob suspeita de crimes sexuais, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, 47, conhecido como Melqui Galvão, é um nome conhecido no mundo do jiu-jítsu. Ele construiu uma carreira de destaque treinando atletas importantes da modalidade.

A prisão temporária foi expedida pela Justiça de São Paulo após uma ex-aluna de 17 anos ter afirmado que foi vítima de abusos durante uma viagem. A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) afirmou que outras duas supostas vítimas foram identificadas.

As suspeitas envolvem estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico. A defesa de Galvão foi localizada pela reportagem e prometeu um posicionamento até o final desta quarta (29).

Nascido em Manaus, Melqui começou a dar aulas de jiu-jítsu quando era investigador da Polícia Civil do Amazonas. Ele criou sua própria academia, a Escola Melqui Galvão Manaus, na zona norte da capital amazonense, onde trabalhou com esportistas como Thalison Soares, Fabricio Andrey, Brenda Larissa, Diogo Reis e os filhos Mica e Sammi Galvão.

Mica, 22, é visto como um dos grandes talentos atuais do jiu-jítsu. Em 2022, aos 18 anos, tornou-se o mais novo campeão mundial da modalidade, na categoria peso-leve. Em 2023, porém, teve o título retirado por causa de um exame antidoping que acusou a presença da substância proibida clomifeno, utilizada para estimular a produção de testosterona.

Na terça, após a notícia da prisão, o jovem usou as redes sociais para se manifestar sobre a situação. Segundo ele, era “difícil encontrar palavras”. “Foi meu pai quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu.

“Ao mesmo tempo, eu me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”, acrescentou o atleta. “Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças –esse é um valor que carrego, não abro exceção.”

Autor: Folha

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