terça-feira, setembro 1, 2026
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Reino Unido planeja libertar 4,5 mil presos antecipadamente

O governo do Reino Unido, liderado pelo primeiro-ministro Andy Burnham, do Partido Trabalhista, de esquerda, planeja libertar antecipadamente cerca de 4,5 mil presos nos seis meses seguintes à entrada em vigor das novas regras de cumprimento de pena, prevista para 1º de outubro. A medida faz parte de uma tentativa do Executivo de aliviar o que chama de “superlotação” do sistema penitenciário da Inglaterra e do País de Gales.

Pelas novas regras, determinados presos que atualmente precisam cumprir 40% ou metade da pena atrás das grades poderão deixar a prisão após cumprir um terço. Outro grupo, que hoje permanece preso por dois terços da condenação, poderá ser liberado depois da metade da pena. A libertaração, porém, não encerra a sentença que foi aplicada: o restante deverá ser cumprido em liberdade condicional, sob supervisão e com possibilidade de retorno à prisão em caso de descumprimento das regras.

O plano inicialmente abrangia um número maior de condenados, mas o governo recuou após uma forte reação pública. Burnham decidiu excluir da libertação antecipada presos condenados por homicídio culposo, crimes históricos de abuso sexual infantil, morte causada por direção perigosa e casos envolvendo a morte de crianças. Cerca de 1,4 mil presos permanecerão atrás das grades em razão das exceções adotadas.

O governo havia previsto inicialmente que presos condenados por homicídio culposo também poderiam ser beneficiados pela libertação antecipada. Contudo, recuou após forte reação negativa da população, que ficou sabendo que condenados pela morte de um policial também seriam beneficiados pela medida e libertados.