
A Justiça eleitoral do Peru informou neste sábado (18) que o resultado definitivo do primeiro turno da eleição presidencial no país andino, cuja votação ocorreu no domingo (12) e na segunda-feira (13), deve ser conhecido na primeira quinzena de maio, ou seja, um mês após a votação.
O prazo foi estimado por Yessica Clavijo, secretária-geral do Júri Nacional de Eleições (JNE), em entrevista à emissora RPP.
“Esperamos ter os resultados da eleição presidencial até a primeira quinzena de maio, no mínimo, o que é necessário para definirmos o segundo turno”, afirmou Clavijo.
Na quinta-feira (16), a agência EFE informou que a Justiça Eleitoral peruana está analisando mais de 5,2 mil atas impugnadas por apresentarem inconsistências ou irregularidades, o que definirá quem será o adversário de Keiko Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho.
Com 93,5% dos votos apurados, Fujimori tem 17,1% dos votos e o esquerdista Roberto Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% do conservador Rafael López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 13 mil votos no momento.
A eleição presidencial no Peru tem sido marcada por falhas e denúncias de fraude. A falta de urnas em alguns locais de votação deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo. Devido a esse problema, a votação foi prorrogada até segunda-feira.
José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe, na sigla em espanhol), foi preso na segunda-feira, após ter assumido a responsabilidade pelos atrasos na entrega de material eleitoral no domingo e ter apresentado sua renúncia ao diretor do órgão, Piero Corvetto.
Também na segunda-feira, o procurador do JNE, Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra Corvetto pelas falhas logísticas registradas no domingo.
Também foram denunciados Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral, e três funcionários do Onpe, entre eles, Samamé.
Na quinta-feira (16), o programa “Beto A Saber”, do canal Willax, denunciou que três caixas com cerca de 1,2 mil cédulas de votação que já teriam sido processadas por meio das respectivas atas eleitorais foram encontradas no lixo em uma rua de Lima, embora as regras eleitorais estipulem que deveriam permanecer guardadas até a proclamação oficial dos resultados.
López Aliaga, que tem alegado que ocorreu fraude para tirá-lo do segundo turno, ofereceu uma recompensa de 20 mil sóis (cerca de R$ 29 mil) a qualquer funcionário do Onpe, do JNE ou de empresas ligadas ao sistema eleitoral que forneça “informações verídicas e comprováveis sobre possíveis irregularidades, fraudes ou sabotagens” na eleição.
Autor: Gazeta do Povo








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