
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira (20) novas sanções contra Cuba, parte delas pelo que apontou ser uma rede que radicaliza pessoas nos Estados Unidos.
“Há muito tempo, o regime cubano patrocina uma vasta rede subversiva nos Estados Unidos com o objetivo de identificar, cultivar e radicalizar subversivos, operando em grande parte sob o pretexto de intercâmbio educacional ou cultural”, escreveu Rubio em um comunicado.
O secretário de Estado americano citou o recente centenário de nascimento do falecido ditador Fidel Castro, pelo qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou uma mensagem elogiosa ao regime castrista, como um pretexto “para revitalizar essa rede subversiva, [com a ditadura] transportando uma nova brigada de simpatizantes internacionais a Havana para estabelecer contatos com autoridades do regime”.
“A administração [Donald] Trump não ficará de braços cruzados enquanto uma potência estrangeira hostil busca explorar nossas liberdades — das quais seu próprio povo não desfruta — enganando e corrompendo cidadãos americanos com mentiras, táticas de espionagem e outras ações ilícitas, como parte da raison d’être do regime de exportar o marxismo, o ressentimento racial e a violência comunista para todo o mundo”, acrescentou Rubio na mensagem.
Foram sancionados três líderes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), que já havia sido alvo de medidas do governo americano: o presidente da organização, Fernando González Llort, que cumpriu 15 anos de prisão nos EUA por seu papel na rede de espionagem Wasp Network (atuante na Flórida nos anos 1990), que, segundo Rubio, “continuou seus esforços para desestabilizar os Estados Unidos após seu retorno a Cuba, por meio de seu envolvimento com o Icap”; Noemi Ramona Rabaza Fernandez, primeira vice-presidente do grupo; e Leima Martinez Freire, diretora do Icap para a América do Norte.
As sanções desta quinta-feira, que incluem bloqueios de ativos nos Estados Unidos e proibição de transações financeiras e comerciais com cidadãos e empresas americanos, abrangem também nove entidades, incluindo o Ministério da Construção de Cuba e empresas estatais do setor de mineração, que “sustentam o aparato repressivo do regime por meio do controle de setores econômicos estratégicos”.
Em julho, o Departamento de Estado americano divulgou um relatório que listou grupos de extrema esquerda que diz serem inspirados e/ou que possuem ligação com o regime cubano, e elencou entre eles os Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), a ala mais à esquerda do Partido Democrata, que anda vencendo várias primárias da legenda para as eleições de meio de mandato presidencial de novembro, as chamadas midterms.
Autor: Gazeta do Povo








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