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Tribunal decide a favor de bispo e padre em ação sobre mineração

Um tribunal no norte das Filipinas arquivou um processo de esbulho possessório contra um bispo católico, um padre e vários líderes comunitários envolvidos em uma disputa sobre um projeto de exploração mineral na província de Nueva Vizcaya.

O bispo Jose Elmer Mangalinao, de Bayombong, celebrou a decisão de 24 de junho, que rejeitou uma denúncia relacionada a barricadas estabelecidas por moradores da cidade de Kasibu contra atividades de exploração da North Luzon Mineral Resources Corporation (NLMRC).

“Este resultado não é apenas uma vitória legal. É uma vitória pela verdade, pela justiça e pelos esforços coletivos de comunidades que corajosamente se levantam para proteger nossa terra, água e gerações futuras”, disse Mangalinao em comunicado.

A denúncia citava Mangalinao, o padre Christian Dumangeng e vários líderes comunitários supostamente envolvidos na manutenção das barricadas. O caso atraiu atenção nacional depois que um bispo e um padre católicos foram incluídos entre os réus.

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O que está em disputa

A disputa decorre da oposição a um projeto de exploração mineral de 4.456 hectares (11.011 acres) sendo realizado pela NLMRC em várias aldeias em Kasibu, um município em Nueva Vizcaya, uma província montanhosa na ilha de Luzon, ao norte de Manila.

Moradores, grupos religiosos e alguns líderes indígenas manifestaram preocupações sobre os possíveis efeitos do projeto nas bacias hidrográficas, nos meios de subsistência locais e nas comunidades próximas.

Os moradores estabeleceram barricadas em maio para bloquear a movimentação de combustível, equipamentos e amostras minerais ligados às atividades de exploração da NLMRC, de acordo com grupos comunitários.

A denúncia foi apresentada por Rosario Camma, que se identificou como o chefe geral das Comunidades Culturais Indígenas Bugkalot-Ilongot. Alguns membros das comunidades indígenas Bugkalot-Ilongot se juntaram à oposição ao projeto, citando preocupações sobre seus possíveis efeitos em suas comunidades e recursos circundantes.

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Em uma decisão de nove páginas obtida pela EWTN News, o tribunal local disse que o autor não conseguiu estabelecer um direito legal claro que justificasse medida cautelar e decidiu que não tinha jurisdição sobre a ação. O tribunal concluiu que a medida solicitada era mais consistente com um caso de liminar do que com uma ação de esbulho possessório.

A decisão também citou uma certificação da agência governamental filipina de assuntos indígenas declarando que a área da permissão de exploração está fora das terras de domínio ancestral oficialmente reconhecidas.

Os opositores do projeto, no entanto, argumentaram que a controvérsia se estende além das reivindicações de domínio ancestral e inclui preocupações sobre impactos ambientais e requisitos de consulta. O tribunal determinou ainda que a denúncia buscava interromper atividades relacionadas às barricadas em vez de recuperar a posse de propriedade, um elemento-chave em casos de esbulho possessório.

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Como foi a atuação do bispo

Mangalinao defendeu seu envolvimento na questão, dizendo que sua presença nas barricadas fazia parte de sua responsabilidade pastoral. No início desta semana, ele disse que visitou as comunidades para celebrar missa e acompanhar os moradores preocupados com o futuro de suas terras e fontes de água.

“Fui como bispo deles para oferecer a Santa Missa, para rezar com eles e para lembrá-los de que sua preocupação com a terra, a água e o futuro de seus filhos é uma preocupação que a Igreja compartilha e abençoa”, disse.

Em sua homilia de 21 de junho, o prelado disse que a disputa é uma questão de administração ambiental e preocupação com as comunidades afetadas por projetos de desenvolvimento. “Eu poderia ter escolhido não me manifestar, mas se eu não me manifestar, meu pecado seria grande diante de Deus”, disse.

O bispo disse que a decisão fortaleceria os esforços contínuos para defender o meio ambiente e as comunidades afetadas por projetos extrativistas. “Que este momento nos lembre que defender nossas bacias hidrográficas, nosso meio ambiente e o sustento de nosso povo não é um crime: é uma responsabilidade moral compartilhada”, disse.

“Acreditamos, como a Igreja sempre ensinou, que a terra não é nossa para esgotar, mas nossa para administrar”, acrescentou.

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Philippine court dismisses case against bishop involved in mining dispute

Autor: Gazeta do Povo

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