Após quase quatro meses de guerra, o presidente americano, Donald Trump, anunciou neste domingo (14) que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz e que será reaberto o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial de petróleo.
“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos! Pelo presente, autorizo plenamente a abertura sem pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores! Que o petróleo flua!”, escreveu o presidente americano na rede social Truth Social. Ele completa 80 anos e comemora o Dia da Bandeira neste domingo (14).
“Muitos presidentes tentaram alcançar a paz com o Irã, e todos falharam antes de mim. Os líderes da região encontraram, pela primeira vez, um presidente que pode ajudá-los a alcançar a verdadeira paz. Com a abertura do Estreito após a assinatura do acordo na sexta-feira, para fins de remoção de minas, o petróleo voltará a fluir em ambas as extremidades para a região e para o mundo”, complementou Trump.
O anúncio foi confirmado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador entre Washington e Teerã. De acordo com a agência EFE, Sharif declarou que as duas partes anunciaram o fim imediato e permanente das ofensivas militares em todas as frentes, incluindo a do Líbano.
Mediadores marcam assinatura oficial para sexta-feira na Suíça
Sharif informou que a assinatura do documento será eletrônica e ocorrerá na próxima sexta-feira (19), na Suíça. O primeiro-ministro paquistanês explicou que a formalização será antecedida por reuniões preparatórias entre as delegações dos dois países ao longo da semana.
“Com o acordo já assinado, os mediadores facilitarão uma série de reuniões nesta semana. Essas conversas prévias à implementação estabelecerão as bases para as conversas técnicas e a cerimônia oficial de assinatura”, afirmou Sharif.
O primeiro-ministro agradeceu o papel do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia nas negociações.
Autor: Gazeta do Povo








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