O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê um fim rápido para a guerra com o Irã, enquanto Teerã considera uma proposta de paz americana que, segundo fontes, encerraria formalmente o conflito, mas deixaria sem solução exigências-chave dos EUA, como a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela agência de notícias iraniana ISNA, disse que Teerã comunicaria sua resposta, enquanto o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei, porta-voz da influente Comissão de Política Externa e Segurança Nacional do Parlamento, descreveu a proposta como “mais uma lista de desejos americana do que uma realidade”.
“Eles querem fechar um acordo. Tivemos conversas muito boas nas últimas 24 horas e é muito possível que cheguemos a um acordo”, disse Trump a repórteres no Salão Oval na quarta-feira (6), acrescentando mais tarde que “tudo terminará rapidamente”.
Trump tem repetidamente enfatizado a possibilidade de um acordo para pôr fim à guerra que começou em 28 de fevereiro, até agora sem sucesso.
Os dois lados permanecem em desacordo sobre uma série de questões complexas, como as ambições nucleares do Irã e seu controle do Estreito de Ormuz, que antes da guerra era responsável por um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás.
Uma fonte paquistanesa e outra fonte informada sobre a mediação disseram que um acordo estava próximo em relação a um memorando de uma página que encerraria formalmente o conflito.
Isso daria início às discussões para desbloquear a navegação pelo estreito, suspender as sanções americanas contra o Irã e impor limites ao programa nuclear iraniano, disseram as fontes.
Um alto funcionário paquistanês envolvido nas negociações disse à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (7) que os negociadores estavam esperançosos de chegar a um acordo, mas observou que ainda havia divergências entre os lados.
“Nossa prioridade é que eles anunciem o fim permanente da guerra, e o restante das questões poderá ser resolvido quando as negociações diretas forem retomadas”, disse o oficial, falando sob condição de anonimato.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, pareceu zombar das notícias que indicavam uma aproximação entre os dois lados, escrevendo em inglês nas redes sociais que “a Operação Confie em Mim, Irmão, fracassou”.
Qalibaf afirmou que tais notícias equivaliam à propaganda dos EUA após o fracasso na tentativa de abrir o Estreito de Ormuz.
Nenhuma menção às principais exigências dos EUA
A fonte informada sobre a mediação disse que as negociações dos Estados Unidos estavam sendo lideradas pelo enviado especial, Steve Witkoff, e pelo genro de Trump, Jared Kushner. Se os dois lados concordassem com o acordo preliminar, isso iniciaria o prazo de 30 dias para negociações detalhadas visando um acordo completo.
Embora as fontes tenham afirmado que o memorando não exigiria concessões de nenhum dos lados inicialmente, elas não mencionaram diversas exigências importantes feitas por Washington no passado e rejeitadas pelo Irã, como as restrições ao programa de mísseis iraniano e o fim do apoio a milícias aliadas no Oriente Médio.
As fontes também não mencionaram o estoque existente do Irã de mais de 400 kg de urânio enriquecido (quase) para armas nucleares.
Autor: CNN Brasil








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