
Forças ucranianas usaram drones aéreos para destruir tanques e lançadores de foguetes da Rússia que realizavam um avanço mecanizado na frente de batalha de Donetsk, no leste da Ucrânia. A ação russa foi classificada por analistas internacionais como ataque “moedor de carne” por utilizar uma tática suicida, devido à alta concentração de drones na linha de frente.
O ataque russo ocorreu a sudeste da vila de Yehorivka, em Dnipropetrovsk, entre os dias 22 e 23, mas só veio a público na sexta-feira, quando a Guarda Nacional da Ucrânia divulgou imagens de drones nas redes sociais. Elas mostram drones carregados de explosivos se chocando contra os alvos russos, que avançavam à luz do dia protegidos apenas por drones russos.
Segundo o think tank americano Instituto de Estudos da Guerra, foram destruídos 9 tanques de batalha, 2 blindados de infantaria e três lançadores de foguetes Grad. Combatentes que avançam a pé e em motocicletas também foram neutralizados por enxames de drones kamikaze.
O ataque frustrado também foi relatado por blogueiros militares russos. Esse foi o maior ataque mecanizado realizado pela Rússia neste ano. A tática de usar grandes quantidades de blindados em um só ataque havia sido deixada de lado devido à alta vulnerabilidade desses veículos aos drones aéreos.
A Ucrânia recuperou a iniciativa no campo de batalha neste ano por meio de estratégias baseadas em ataques de drones. O país foi favorecido pela decisão do bilionário Elon Musk de cortar o acesso dos militares da Rússia ao sistema de internet via satélite Starlink. Isso reduziu o número de drones russos e aumentou a quantidade de drones ucranianos na linha de frente.
Mas os avanços tanto de russos como de ucranianos na linha de frente têm sido reduzidos, caracterizando a estagnação do conflito em uma guerra de atrito. Nela, milhares de combatentes são mortos diariamente, mas o território não troca de mãos.
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Autor: Gazeta do Povo








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