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6 pontos comuns nas crises bancárias no Brasil e no Paraguai

A crise do Ueno Bank, no Paraguai, provocou uma turbulência sem precedentes no país e na quinta-feira (5) levou à renúncia do presidente Santiago Peña, que enfrentava um processo de impeachment. O caso traz características similares a outro escândalo na região: o do Banco Master, no Brasil.

O Ueno Bank, que tinha cerca de 3 milhões de clientes, ou seja, quase metade da população paraguaia, teve as operações suspensas em 3 de novembro de 2026, após o Banco Central identificar que seu índice de solvência havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei.

A intervenção deixou correntistas sem acesso ao dinheiro e atingiu também recursos públicos: o banco concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos de órgãos estatais, próximo de R$ 4,5 bilhões, incluindo valores do Instituto de Previdência Social paraguaio.

O escândalo ganhou dimensão política porque Peña havia sido acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025, o que levou a oposição a acusá-lo de conflito de interesses e de conivência com as irregularidades.