quarta-feira, julho 29, 2026
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Haitianos correm risco de desemprego nos EUA com fim do TPS

Trabalhadores haitianos nos Estados Unidos enfrentam uma crise de legalidade após o fim de proteções automáticas de emprego em 27 de julho. O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, alerta que dezenas de funcionários católicos podem ser demitidos devido a mudanças nas regras migratórias federais.

O que é o TPS e como ele funciona?

O Status de Proteção Temporária (TPS) é um benefício concedido pelo governo americano a cidadãos de países que enfrentam situações extremas, como guerras, desastres naturais ou crises humanitárias graves. Ele permite que essas pessoas vivam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos enquanto seus países de origem forem considerados inseguros para o retorno. Atualmente, cerca de 353 mil haitianos dependem dessa autorização para manter sua subsistência em solo americano.

Por que esses trabalhadores estão correndo risco de demissão agora?

O risco surge porque a extensão automática das autorizações de trabalho para quem tem o TPS venceu agora no fim de julho. Além disso, uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o Departamento de Segurança Interna encerre essas proteções para grupos específicos, como haitianos e sírios. Sem o documento de trabalho válido, as empresas e organizações ficam impedidas por lei de manter esses imigrantes em seus quadros de funcionários.

Como a Igreja Católica está sendo afetada por essa medida?

A Igreja é uma das grandes empregadoras desses imigrantes através de braços assistenciais, como a Catholic Health Services em Miami. O arcebispo Thomas Wenski estima que entre 40 e 50 funcionários valiosos da arquidiocese podem perder seus postos. Ele ressalta que essas pessoas desempenham funções vitais na comunidade, cuidando de doentes e idosos, e que agora vivem sob um clima de medo e incerteza sobre o futuro de suas famílias.