quarta-feira, julho 29, 2026
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Crise no comércio de rua: como lojistas se reinventam

O comércio de rua no Brasil enfrenta uma crise estrutural em 2026. Lojistas buscam se reinventar para lidar com o crescimento de 86,3% do e-commerce nos últimos cinco anos, além de enfrentar custos de operação elevados e o endividamento recorde das famílias brasileiras.

Quais são os principais fatores que estão prejudicando o comércio de rua?

As lojas físicas enfrentam um triplo desafio: a queda na demanda, o aumento dos custos fixos (como aluguel e energia) e juros elevados. Além disso, a conveniência dos grandes sites e aplicativos, como Amazon e AliExpress, mudou o jeito que as pessoas compram, preferindo receber em casa a ter que se deslocar até um centro comercial.

Como o endividamento das famílias afeta as vendas?

Cerca de 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente. Isso faz com que o consumidor fique muito mais criterioso e econômico, cortando principalmente gastos com produtos que não são essenciais, como roupas e acessórios, que são a base de muitos comércios de rua.

Por que o custo de manter uma loja física subiu tanto?

Os preços dos aluguéis comerciais tiveram em 2025 a maior alta desde 2013, subindo quase 9%. Diferente das vendas, que podem cair de um mês para o outro, as despesas fixas como folha de pagamento e aluguel não diminuem na mesma velocidade, sufocando o caixa das pequenas empresas.