São Paulo
Entre as pequenas lojas da Galeria Nova Barão, no centro de São Paulo, uma delas chama a atenção pelas longas filas que se formam logo à frente. Aberta em abril, a Cuki oferece cookies artesanais para retirada em um estreito balcão.
Os discos de 130 g, bem recheados e finalizados com flor de sal, são uma opção para os fãs de doces muito açucarados.
O cardápio, sazonal, inclui sete a oito sabores rotativos a cada mês. O carro-chefe é o chocolatudo (R$ 19), preparado com cacau 100%, toque de café e chocolates ao leite, branco e meio amargo.
Para aqueles que buscam por sabores menos inventivos, o tradicional (R$ 17) é feito com massa de baunilha com manteiga caramelizada e chocolates ao leite e meio amargo. Outra opção é feita com limão-siciliano, chocolate branco e geleia de frutas vermelhas (R$ 23).
Um dos preferidos do público é o de Kinder Bueno (R$ 25), com massa de farinha de avelã e recheio cremoso da guloseima. Pensada como um sabor temporário, a receita se manteve no menu devido à quantidade alta de pedidos. Versões de churros com doce de leite (R$ 23) e paçoca (R$ 21) também costumam aparecer.
Por mais R$ 10, a casa também permite pedir o cookie acompanhado por sorvete ou transformá-lo em um milk-shake.

Cookie de limão-siciliano e frutas vermelhas da marca Cuki
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Pedro Palma/Divulgação
Mesmo antes de vender cookies e de sequer abrir a loja, a marca já fazia sucesso.
“Foi tudo muito rápido”, afirma Pedro Palma, proprietário da marca. Ele reconhece que as redes sociais foram o que impulsionaram a Cuki. “Os vídeos de diário de reforma da loja no TikTok e no Instagram deram uma viralizada. Tivemos o privilégio de inaugurar já com gente na porta”, diz.
Um dos registros da obra alcançou quase 323 mil visualizações e, ao todo, o perfil da marca acumula 1,5 milhão de curtidas no TikTok.
O logotipo da Cuki —um cookie de óculos escuros e vestindo uma tanga— é outro elemento que chama a atenção de quem se depara com os conteúdos nas redes ou passa pela loja física. A identidade visual foi desenvolvida pelo designer Arthur Ferlin.
“Eu gosto muito de cookie, mas nunca tinha encontrado nenhum que fosse exatamente do jeito que eu quisesse comer”, conta Pedro. Ex-publicitário, ele decidiu criar a marca após completar 30 anos e ter sido afetado por um quadro de burnout.
Na parte de bebidas, é possível pedir o Cuki latte (R$ 14, quente; R$ 16, gelado), preparado com expresso duplo, leite e pasta saborizada autoral. É possível personalizá-lo com leite de aveia e substituir o café por matchá.
Hoje com sete funcionários, a Cuki prioriza a contratação de pessoas LGBTQIA+. Para o futuro, Pedro deseja abrir outra unidade da marca, mas adianta que o projeto requer planejamento. Por ora, ele se prepara para lançar sabores temáticos para o Halloween e o Natal, além de uma linha de cheesecakes.
Cuki
Galeria Nova Barão (loja 21) – r. Sete de Abril, 154, Centro. Seg. a sex., das 10h às 18h. Sáb., das 11h às 17h. @ querocuki
Autor: Folha









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